Fielzão



Antes de mais nada fiquei impressionado com a reação dos internautas ao post de ontem que tratava da postura do governo brasileiro, que quer ajudar a financiar construção e reforma de estádios para a Copa e tornar sigiloso o orçamento das obras. Muita gente protestou, sinal de que o brasileiro está de olho no que acontece fora dos campos e passa a exigir seus direitos quando o assunto é esporte e organização do Mundial de 2014 e dos Jogos de 2016.

Uma das polêmicas entre os próprios internautas ainda é a construção do estádio do Corinthians e o fato de o Morumbi ter sido deixado de lado por Fifa e CBF.

Mas o estádio do Corinthians, que só vai ficar pronto, se ficar, depois da Copa das Confederações, terá mais dificuldades do que a diretoria do clube pensava para ser viabilizado.

Orçado em quase 1 bilhão de reais, uma das ideias era ceder o nome da arena a uma empresa, que lucraria com a exploração comercial do local. Mas isso não vai funcionar como esperado. Porque nem saiu do papel e o estádio corintiano já recebeu vários apelidos, como Itaquerão, Fielzão, o mais citado pela galera, entre outros.

Se esperava receber em 10 anos quase 300 milhões de reais com a venda do nome do seu estádio para uma empresa, o Corinthians começa a descartar a hipótese. O temor é a repetição da experiência, que não terminou bem, entre o Atlético-PR e a Kiocera. O estádio do time paranaense cedeu seu nome para a segunda. Algum dia alguém chamou a Arena da Baixada de Kiocera Arena? Não que me lembre. Tanto que o contrato de dez anos foi reduzido para três.

Mais difícil ainda, apesar de poderem vender setores de seus estádios para empresas públicas ou privadas, é mudar nomes já consagrados no imaginário popular. Dá para imaginar alguém chamando o Mineirão por outro nome? O Morumbi? E o Maracanã, principal estádio do país? O Maracanã, que me desculpem os marketeiros de plantão, vai ser sempre Maracanã. Se não for, vira Maraca. O que, cá entre, nós, dá no mesmo.



  • Kanka

    A reação não foi contra a utilização do dinheiro público. Foi contra o Corinthians, como sempre. Não ví nenhum são paulino reclamando da utilização do dinheiro público na construção do Morumbi (e olha que na época utilizaram até tratores do governo). O ideal seria a concessão do Pacaembú para o Corinthians. Mas parece que os “legalistas” de plantão não se lembram que o vereador Marco Aurélio Cunha e sua tropa votaram contra, num projeto claramente favorável à cidade de São Paulo, por entender que “favorecia”o Corinthians. Quando o estádio do Corinthians ficar pronto, o Pacaembú gerará grande prejuízo ao governo minicipal. O fato é que o Timão tem um dos CETs mais modernos do mundo, e terá um grande estádio. Quer vcs queiram ou não.

    • janca

      Não se trata de ser contra este ou aquele clube. Também não veria sentido nenhum em ver o governo ajudando o São Paulo a reformar o Morumbi, que é um estádio particular, por exemplo. Sobre a construção do Morumbi de fato correm muitas histórias, mas não tenho dados suficientes para dizer se são verídicas ou não. Sinceramente não tenho. Se tivesse, diria. Abs. João

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