Centenario



Empatar no Centenario foi um bom resultado para o Santos, embora o Peñarol tenha condições de vencer no Pacaembu, afinal o futebol uruguaio está em franca ascensão depois de anos e anos terríveis.

Mesmo quando enfrentou fases complicadas e ficou fora de Copas do Mundo nunca foi fácil jogar no Centenario.

O gramado, segundo Muricy Ramalho, sempre está em más condições. Nunca entrei no campo, só nas arquibancadas, então não posso opinar sobre isso. Que o estádio é uma panela de pressão, porém, isso senti in loco.

O Centenario me lembra de um jogo do Brasil nas eliminatórias para a Copa de 1994. O time de Parreira arrancou um empate por 1 a 1, jogo dificílimo. Quando a seleção fez 1 a 0, Parreira começou a levantar do banco e um torcedor gritava, ou melhor, urrava: “Senta, Parreira, quanto menos falar melhor! O time está indo bem! Senta e cala a boca, pelo amor de Deus!”.

Depois os uruguaios empataram, só que não conseguiram a virada.

Na saída do estádio, que é belíssimo, há um lindo parque, aí sim um belo gramado e a torcida uruguaia é fogo. Irritados com o 1 a 1, um resultado que deixou a Celeste em maus lençóis, os uruguaios começaram a procurar torcedores brasileiros para agredi-los. Um homem, vestido com um uniforme igual ao de Parreira, foi alvo fácil. Levou uma pedrada. Várias pedras passaram perto de mim, que não sabia para onde fugir. Nenhuma me acertou.

E no jogo de volta, no Maraca, Romário deu show, e o Brasil se classificou para a Copa dos EUA, onde se sagraria campeão. Enfim, os uruguaios dançaram.

Agora, no entanto, a história é outra. Eles estão em fase melhor do que nos anos 80 ou 90. Não venceram o Santos, mas podem conseguir resultado positivo na volta. Todo cuidado é pouco quarta-feira que vem. E Muricy sabe disso.



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