O que falta para Italo Ferreira?



Italo Ferreira comemora medalha de ouro - Foto: Jonne Roriz/COB

Italo Ferreira comemora medalha de ouro - Foto: Jonne Roriz/COB

Italo Ferreira voltou a fazer história na madrugada da última terça-feira (27), quando se tornou o primeiro medalhista de ouro do surfe nos Jogos Olímpicos. Em 2019, já havia chocado o mundo com suas manobras para se tornar campeão mundial, batendo Gabriel Medina na grande decisão, em Pipeline, meca da modalidade.

Mas, então, o que falta para a carreira de Italo Ferreira? A questão é que é realmente difícil responder essa pergunta. Além dos dois títulos citados acima, os maiores do esporte, Italo também já faturou o ISA World Surfing Games, que serviu como preliminar para a Olimpíada, obrigatório para a disputa, também realizado no Japão.

Italo com a medalha de ouro – Foto: Jonne Roriz/COB

Talvez, a pergunta correta não seja o que falta para ele, mas, sim, o que deve manter o surfista de Baía Formosa, do Rio Grande do Norte, motivado. E essa é fácil de responder.

Vencer algumas eventos ‘clássicos’ já seria interessante. Quem sabe a etapa do Taiti, em Teahupoo, que acontece ainda esse ano? Ou então levantar os torcedores que costumam lotar a praia de Saquerema, erguendo o troféu pela primeira vez em casa, com a volta da competição ao Brasil após a pandemia? Nada mal.

No entanto, podemos ir além. Número dois do mundo, Italo está atrás de Medina na temporada atual, e também em número de títulos. De repente, igualar as conquistas do compatriota e, no futuro, superá-las, possa ser sua maior motivação.

Caso consiga tal feito, o potiguar não só poderia se tornar o maior surfista brasileiro da história, como também entraria no hall dos melhores ‘goofy footers’ de todos os tempos. 

Os australianos Tom Carroll e Damien Hardman, além do próprio Medina, foram os únicos que surfam com a perna direita na frente a conquistar dois títulos mundiais, em 1983 e 84, e 1988 e 91, respectivamente.

Ah, e quase me esqueço. Vocês lembram o que Italo fazia há alguns meses, em outubro de 2020, um ano sem competições? Férias? Talvez. Ele estava em Nazaré, aproveitando um swell histórico, dropando ondas de pouco mais de dez metros. Já pensou adicionar um título mundial de ondas gigantes em seu currículo?

Uma coisa é certa: novas motivações, ou desafios, não faltarão ao brasileiro de apenas 27 anos. Pode esperar, esse é só o começo e você ainda vai ouvir muito sobre Italo Ferreira por aí.

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