Palmeiras tem o ‘trio criação’ e o desafio de acertar a defesa



Roger Machado tem grande desafio no Palmeiras (foto: Cesar Greco)

O Palmeiras venceu a concorrência e, mesmo já bem servido no setor, fechou a contratação do ótimo Gustavo Scarpa. A chegada do meia ex-Fluminense faz com que Roger Machado tenha à disposição em 2018 o “trio criação” das últimas temporadas no futebol brasileiro. Scarpa foi o jogador que mais passes deu para gols e finalizações nos Brasileiros de 2016 e 2017. Dudu e Lucas Lima vão completar a trinca na Academia de Futebol.

Os times de Roger costumam gostar da bola e pressionar. Poder de criação não pode faltar. Scarpa deu 12 assistências no ano passado e mais dez em 2016, somando 22 em dois campeonatos. Dudu deu 15, enquanto que Lucas Lima, o terceiro maior criador no período pelo Brasileirão, 9. O Palmeiras ainda tem Guerra, que oscilou demais em 2017, no seu elenco. Roger Machado terá a possibilidade de armar o Verdão com Lucas Lima mais centralizado, Scarpa e Dudu mais abertos. Caberá a Borja o papel principal de colocar a bola para dentro num grupo que tem ainda as boas opções ofensivas com Keno e Willian.

É inquestionável que o Palmeiras, financeiramente saudável, mais uma vez foi bem no mercado, com seis contratações: Weverton, Marcos Rocha, Diogo Barbosa, Emerson Santos, Lucas Lima e Gustavo Scarpa. É difícil que o Verdão não tenha poder de fogo com as peças que tem – já foi o melhor ataque do Brasileirão, com 61 gols. A dúvida está no sistema defensivo, o mais vazado (45 gols) entre os seis primeiros da competição.

Roger terá laterais bem ofensivos, casos de Rocha e Barbosa. Felipe Melo e Tchê Tchê formarão uma dupla de volantes ideal? Será possível encaixar Melo e Moisés, com pouca velocidade, juntos no meio? Qual será a dupla de zaga? Peças não faltam na defesa, mas todas começam 2018 deixando a torcida com a pulga atrás da orelha. Dracena, com saldo bem positivo em seus dois anos de Palmeiras, fará 37 anos em maio. Luan e Juninho foram contratações decepcionantes, mas merecem novas chances depois de um ano em que não houve um modelo de jogo devidamente implantado na Academia, o que expôs demais a defesa. Emerson Santos é uma aposta e Thiago Martins volta depois de uma grave lesão e um empréstimo ao Bahia. Antônio Carlos jogou muito pouco até agora e começa o ano bem avaliado. Pedrão, promovido da base, é o outro zagueiro do elenco e não deve ter espaço nesta temporada.

O ano passado já deixou uma clara lição ao Palmeiras: só contratar bem não basta. Faltou trabalho de comissão técnica e, ao menos no discurso, os dirigentes dizem que aprenderam com as pancadas de 2017. Roger Machado também é uma aposta e precisará de tempo para o que time tenha sua forma de jogar consolidada. E por melhor que seja um elenco, não existe obrigação de vitória num esporte em que muitas vezes fatos aleatórios decidem destinos como o futebol. A obrigação do Palmeiras é jogar um futebol de alto nível e disputar os títulos. Foi isso que faltou em 2017, mesmo com tanto investimento. E mesmo que tenha flertado com a disputa do Brasileirão na reta final, o Palmeiras não cumpriu sua obrigação na temporada que passou. Ter sido vice diz muito mais sobre a qualidade do elenco do que sobre o trabalho do departamento de futebol, repleto de falhas. Agora, é com Roger. Mas é também com Mauricio Galiotte e Alexandre Mattos. Gerir um ambiente com tantos talentos será fundamental.



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