Palmeiras que ‘mata-mata’ seu torcedor



Palmeiras contra o Barcelona no Equador (foto: Cesar Greco)

São 18 jogos, com 15 vitórias (duas fora do Allianz Parque) e três empates como mandante em 2017 – cerca de 89% de aproveitamento. Um time capaz de ir para o intervalo perdendo por 3 a 0 em uma decisão em sua arena, buscar um 3 a 3 e quase virar um jogo. É um Palmeiras que sempre busca o resultado até os acréscimos ao lado do seu torcedor. São 11 derrotas, um empate e sete vitórias como visitante, desempenho baixo de quase 39% dos pontos disputados fora de sua casa.

A pergunta que fica é: qual Palmeiras irá prevalecer nos mata-matas daqui até o fim do ano? O time de Cuca fez um bom primeiro tempo contra o Barcelona (ECU), no jogo de ida das oitavas da Copa Libertadores. Teve chances para abrir o placar e foi pouco ameaçado. Parou na volta do intervalo, aparentando até cansaço. Jogou para empatar contra um time limitado. Quem joga uma decisão pensando apenas no empate se arrisca. E o Palmeiras foi justamente castigado com um gol no fim no Monumental de Guayaquil. Tem totais condições de buscar a virada no Allianz Parque, se entrar com nível de concentração alto e ciente de que o adversário já aprontou duas vezes fora da casa na Liberta: vitórias por 2 a 0 sobre Botafogo e Estudiantes (ARG) – perdeu outra por 3 a 1 para o Atlético Nacional (COL), resultado que caberia ao Verdão.

Estamos em julho. O Palmeiras de 2017 é um time que anda lado a lado com o sofrimento. Já conseguiu viradas e vitórias nos acréscimos nesta mesma Libertadores, buscou uma classificação no fim contra o Inter e salvou um desastre em casa contra o Cruzeiro na Copa do Brasil. O desempenho ruim fora foi decisivo na semifinal do Paulistão: não deu para reverter a derrota por 3 a 0 para a Ponte Preta.

Por mais que Cuca rode mais peças do que Baptista e deixe claro que tem formações diferentes dentro e fora (é positivo), por mais que tenha feito o time acordar longe do Allianz no Brasileirão, contra Bahia e a mesma Ponte, o Palmeiras ainda não é confiável quando está em território inimigo. Mas não perde em casa, o que dá o alento ao torcedor de que a balança pode pesar de maneira favorável no mata-mata.

Mas nem sempre o time do outro lado será um frágil Barcelona. Se passar na Libertadores, poderá pegar um Santos, na Vila, um Grêmio, em Porto Alegre. Rivais de mais peso e qualidade. A postura do segundo tempo de quarta-feira poderia ter sido fatal contra um time mais forte, como foi no Paulistão. Como quase foi no Beira-Rio, contra um Inter que sofre na Série B. É preciso mais. A fortaleza que virou o Allianz Parque (28 jogos sem perder) uma hora poderá não compensar os erros como visitante.

O Palmeiras vai caminhando no limite nas duas Copas. Um limite perigoso…



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