Novo Mundial de Clubes? Veja quem teria jogado em 2017



Real Madrid é o atual campeão mundial (foto: Giuseppe Cacace/AFP)

O jornalista Martin Fernandes, do “GloboEsporte.com”, publicou nesta semana a proposta detalhada do novo Mundial de Clubes que a Fifa quer organizar a partir de 2021, ocupando no calendário o espaço que era da Copa das Confederações (teve sua última edição em 2017, na Rússia), e seria realizado de quatro em quatro anos, com 24 equipes de todos os continentes. É fato que o modelo atual, disputado em todo final de ano, é pouco atraente, desvalorizado na Europa e só exaltado por essas bandas dada a dificuldade de um clube da América do Sul superar um europeu. Mas como ficaria essa nova versão? De cara, fica evidente que o título será uma missão quase impossível para os sul-americanos.

A ideia é que o Mundial seja disputado sempre no ano anterior à Copa do Mundo, no meio do ano, em 18 dias (31 partidas). Imagine que o modelo tivesse sido implantado em junho/julho de 2017. Quem seriam os europeus? Anote: Real Madrid (ESP), Barcelona (ESP), Atlético de Madrid (ESP), Juventus (ITA), Bayern de Munique (ALE), Manchester City (ING), Monaco (FRA) e Chelsea (ING) viriam da Liga dos Campeões (são oito clubes, campeões e vices, das quatro edições anteriores – como há repetições, entrariam semifinalistas). Sevilla (ESP) e Manchester United (ING) viriam como campeões da Liga Europa e, como os espanhóis ganharam três edições no período, dois de quatro vices teriam de entrar: Ajax (HOL), Benfica (POR), Dnipro (UCR) ou Liverpool (ING).

A América do Sul estaria representada por Atlético-MG, campeão da Libertadores de 2013, River Plate (ARG), San Lorenzo (ARG) e Atlético Nacional (COL), os campeões seguintes. Vale destacar que, se o modelo for implantado em 2021, o Grêmio, campeão de 2017, já terá sua vaga garantida.

O Guangzhou Evergrande (CHN), campeão duas vezes do torneio continental asiático, teria ficado com uma vaga. A outra viria da disputa entre Western Sydney Wanderers (AUS) e Jeonbuk Hyundai Motors (CDS). Na África, Al-Ahly, do Egito, ES Sétif, da Argélia, Mazembe, do Congo, e Mamelodi Sundowns, da África do Sul, disputariam dois postos. América do México e Cruz Azul/Pachuca (MEX) viriam da Concacaf.

Sobraria uma vaga para o campeão do país sede e outra de Oceania x América do Sul. Os quatro campeões continentais do período disputariam um playoff, assim como os quatro campeões da Copa Sul-Americana (Chapecoense, Santa Fe, River Plate e Lanús). Como o River já teria sua vaga direta, a Conmebol teria de definir o critério para a escolha de outro clube (algum dos vices, provavelmente).

Por que é praticamente impossível um clube fora da Europa triunfar? Pois a ideia é ter oito grupos, com três times em cada: só o primeiro avançaria. Os cabeças de chave seriam os oito da Liga dos Campeões. Os sul-americanos entrariam no pote 2, com os outros quatro europeus. No pote 3, os demais.

Com oito classificados, haveria quartas, semi e final. Ou seja: até quatro clubes da Europa poderiam cruzar o caminho de um sul-americano, por exemplo. No formato atual, nas últimas dez edições, o único campeão fora da Europa foi o Corinthians, que venceu o Chelsea (ING), num sofrido 1 a 0, em 2012. Em todas edições do modelo de hoje, Internacional e São Paulo foram os outros a triunfar, desde 2005: com igualmente sofridas vitórias por placares mínimos, contra Barcelona (ESP) e Liverpool (ING), respectivamente. Vitórias épicas que, na nova proposta, talvez tivessem de ser multiplicadas por quatro para resultarem em taça.

E vamos lembrar de um “pequeno” detalhe: no brilhante calendário da CBF, o Brasileirão não para. O representante brasileiro (ou mais de um) ficaria 18 dias sem jogar a competição nacional? Em 2017, tal período, entre junho e julho, correspondeu a cinco rodadas. A Associação de Ligas Europeias de Futebol Profissional já se manifestou de forma contrária à mudança do formato do Mundial de Clubes em 2021, por gerar problemas no calendário dos clubes – entra no período de férias dos europeus.

Que tal simular um sorteio se esse Mundial tivesse acontecido em 2017?

Grupo A
Real Madrid
Atlético-MG
Guangzhou Evergrande

Grupo B
Barcelona
River Plate
Jeonbuk Hyundai Motors

Grupo C
Bayern
San Lorenzo
Pachuca

Grupo D
Manchester City
Manchester United
Al-Ahly

Grupo E
Chelsea
Liverpool
Mazembe

Grupo F
Monaco
Atlético Nacional
País-sede

Grupo G
Juventus
Ajax
América do México

Grupo H
Atlético de Madrid
Sevilla
Lanús

Neste cenário, o Atlético-MG poderia ter em seu caminho, além do Guangzhou: Real Madrid, Barcelona, Bayern e Juventus. Molezinha…



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