Noite histórica na Bahia! Seja bem-vindo, VAR!



Daronco revisa pênalti e cancela expulsão (reprodução)

Os que são contra a evolução vão atirar pedras por conta dos exagerados nove minutos de acréscimos que Anderson Daronco foi obrigado a dar em Bahia 0x0 Palmeiras na noite histórica em que o VAR foi, corretamente, decisivo no duelo das quartas de final da Copa do Brasil. Sou do time que prefere uma decisão demorada, porém acertada, do que uma rápida equivocada. Como se erros crassos já não tivessem paralisados inúmeros jogos no futebol brasileiro por infindáveis reclamações…

Sem VAR, o Palmeiras teria tido da mesma forma o pênalti (desperdiçado por Bruno Henrique), mas o Bahia teria Gregore injustamente expulso pela falta que fez em Artur no lance. Não era jogada para o vermelho que Daronco mostrou e retirou após rever o lance no vídeo à beira do gramado – cena histórica, vista pela primeira vez em competições nacionais. Sem recorrer à telinha, mas ouvindo a revisão de Leandro Vuaden pelo rádio, o árbitro também acertou ao expulsar Deyverson, que abriu o cotovelo e acertou o adversário no fim do jogo, lance que Daronco teria deixado passar.

Resumo. Com VAR, o Palmeiras terminou, de maneira correta, com um jogador a menos na Arena Fonte Nova. Sem VAR, seria o Bahia o prejudicado em boa parte do segundo tempo. É verdade que o árbitro demorou demais à beira do campo no primeiro lance para revisar a decisão. Ficou em extenso e exagerado debate. Não iremos exigir perfeição na PRIMEIRA VEZ em que algo foi feito na história do futebol brasileiro, né! Como tudo que é novo, ajustes são necessários. Erros ainda irão acontecer, mas pode anotar: muitas injustiças serão desfeitas.

A presença do VAR inibiu chiliques em Salvador. Felipe Melo fez falta na meia-lua em Vinícius. Daronco marcou fora da área e logo os jogadores do Bahia esboçaram a famosa “rodinha”. O árbitro pediu calma: o lance seria revisto em vídeo. Por rádio, foi confirmada a decisão correta, sem chiadeira: fora da área.

Aos que não gostam da paralisação do jogo, fica a pergunta: vocês preferem esses nove minutos de acréscimos da Fonte Nova com decisões corretas, sem polêmicas, ou aqueles oito minutos de circo em campo na final do Campeonato Paulista, no Allianz Parque, após o “pênalti, não pênalti”?

Não dá para andar de carroça quando já inventaram o carro.



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