Jadson ‘chinês’ não vale ao Timão



Jadson deixou o futebol chinês e está livre (foto: Mauro Horita)

Jadson, valorizado como um dos principais jogadores do Corinthians campeão brasileiro de 2015, deixou o Brasil ao fim da campanha para jogar na China. O Tianjian Quanjian (CHN) pagou a multa rescisória de 5 milhões de euros (quase R$ 22 milhões na época) para levar o meia. Dono de apenas 30% dos direitos, o Timão, descontando também impostos da transação, ficou com cerca de R$ 5 milhões.

Um ano depois, Jadson rescindiu seu contrato na China e está livre para voltar ao Brasil e, claro, o Corinthians é um dos interessados. De acordo com a reportagem do LANCE!, os empresários do meia pedem R$ 10 milhões apenas de luvas para quem quiser ficar com o talentoso jogador. No caso específico do Timão, é como você vender seu valorizado apartamento por R$ 500 mil para um chinês, que 12 meses depois se desfez do imóvel. Um corretor bate na sua porta e o oferece de volta, mais desgastado, por R$ 1 milhão. Se você estiver bem da cabeça, não haverá nem conversa, acredito.

Por melhor que seja Jadson, não há o menor sentido em pensar na contratação em tais condições. E que fique claro: é praxe que jogadores livres peçam luvas. É como se o clube pagasse por seus direitos econômicos, e não há nada de errado nisso. Muitas vezes a quantia é diluída nos salários, ao longo do tempo de contrato. Mas neste caso específico, seria algo de uma irresponsabilidade absurda.

O Corinthians, a princípio, não deu trela para o corretor com seu caro apartamento. Faz muito bem. Ainda mais para quem, notoriamente, passa por dificuldades financeiras e acumula decisões atrapalhadas no departamento de futebol. Mas num clube que já “efetivou” um interino, depois contratou dois treinadores e, no fim das contas, em menos de seis meses, ficou com o mesmo interino para começar uma temporada, é sempre bom ficar de olho. Coerência não é o forte.

Fica o registro: Jadson, aos 33 anos, tem bola para jogar em qualquer clube do Brasil. Se couber no orçamento, ótimo. No caso do Timão, mesmo que coubesse, seria insanidade. Em tais termos.



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