É só o começo. Não é clichê, é verdade…



O Corinthians de Carille ficou quatro jogos sem tomar gols e foi batido em casa por 2 a 0 pelo Santo André, que subiu da Série A2. O São Paulo de Ceni estreou no Paulista tomando quatro gols e uma semana depois enfiou cinco na Ponte Preta. O Palmeiras de Baptista jogou bem contra a Ponte, mal contra o Botafogo e muito mal contra o Ituano. Três trabalhos que estão começando. Soa como clichê, mas é verdade: é só começo de temporada. Nem mesmo o Palmeiras campeão brasileiro e reforçado terá facilidade. O comando técnico mudou e isso faz total diferença. Ter contratado bem não significa sair vencendo todo mundo.

O Santos de Dorival está 100% na largada de 2017, com 14 gols marcados em três jogos. Tem um time montado e o mesmo treinador há um ano e meio. Não por acaso começa jogando melhor. Até mesmo a limitação física de um início de ano é menos problemática: a equipe ocupa melhor espaços, fruto de um trabalho consolidado. Ainda assim, sofreu para vencer o Red Bull, no calor da manhã do Pacaembu. O técnico está colocando novos conceitos em cima de uma ótima equipe que teve resultados em 2016.

Os torcedores e boa parte da própria imprensa cobram resultados até no início de uma fase do Paulistão que deve ser encarada como extensão da pré-temporada. As redes sociais inflam o desejo por respostas imediatas. Cuca virou o nome mais comentado entre palmeirenses no Twitter após a derrota por 1 a 0 para o Ituano, jogo em que Baptista tomou, sim, decisões erradas e viu o Palmeiras terminar a partida de maneira bagunçada. A diretoria sabe que Eduardo pensa futebol de maneira diferente do que Cuca. Não será da noite do dia, por melhor que seja o time, que o trabalho será assimilado – mudou o jeito de marcar, mudou o jeito de atacar. Estamos na segunda rodada.

O São Paulo não é uma porcaria por ter apanhado do Osasco Audax, nem é uma máquina por ter goleado a Macaca. O Corinthians não é um time sólido defensivamente por ter começado o ano sem sofrer gols, nem Carille é um incompetente por ter perdido em casa do Santo André. O trabalho de Baptista não está perdido em 13 de fevereiro, um mês e dois dias depois da apresentação do grupo na Academia. O Santos, sim, é o que tem o time mais pronto, pois não houve ruptura na forma de trabalhar.

Com tão pouco tempo de temporada, podemos avaliar jogos. Não trabalhos. Temos apenas indicações do que pode acontecer no ano. Umas trazem otimismo ao torcedor, outras pessimismo. Mas é normal que os humores variem a cada rodada. Principalmente para quem só estreia na Libertadores em março, casos de Santos e Palmeiras, o mês de fevereiro faz parte da pré-temporada (Guerra estreou no domingo, Mina e Moisés nem jogaram). É a hora de testar, acertar e errar.



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