Dois rivais, dois melhores turnos da história



Dois rivais, dois turnos beirando a perfeição (no que diz respeito a resultados, para deixar claro). Os últimos dois turnos do Campeonato Brasileiro marcaram as melhores campanhas da história dos pontos corridos por 20 clubes – uma delas deve isolar-se como a melhor. Ainda mais próximo da excelência em 2017 do que o Palmeiras em 2016, o Corinthians precisa de um ponto, neste sábado, contra o Sport, para ter sozinho a melhor pontuação em um turno desde 2006. A uma rodada do fim do primeiro neste ano, o Timão igualou o que o Verdão fez no segundo no ano passado: 44 pontos, um recorde.

As campanhas são parecidas. Times eficientes no ataque, letais, e sólidos defensivamente. Times que irritam os tais “rivais secadores”: é ruim torcer para o Timão perder, como era angustiante secar o Verdão no segundo semestre de 2016. Quem torce contra se revolta com a eficiência, a concentração, os jogos muitas vezes feios que terminam com resultados positivos e roteiros similares… O Corinthians invicto soma 13 vitórias e cinco empates em 18 rodadas. O Palmeiras, atual campeão, fez igualmente 13 vitórias e cinco empates naquele returno, mas perdeu uma vez, para o Santos, na Vila Belmiro (1 a 0).

O Palmeiras de Cuca fez 27 gols nas 19 rodadas finais de 2016. O Corinthians de Carille chegou na última quarta a 29. Defensivamente, o atual líder, na ponta há 14 rodadas, impressiona mais. São oito gols sofridos contra 12 do rival no segundo turno do título. Quem afirmasse antes de o Brasileirão começar que o Corinthians seria vazado em apenas um jogo fora de casa no primeiro turno seria chamado de louco. Pois o Alvinegro só tomou gols como visitante de um adversário (Vasco), de um jogador (Luis Fabiano), na vitória por 5 a 2, na 5ª rodada, quando a equipe assumiu a liderança para não largar mais. Como brinca o amigo Valdomiro Neto, a sensação é de que há um campo magnético na zaga alvinegra, principalmente longe de Itaquera, quando o time de Carille costuma dar a bola ao oponente.

O Corinthians deste ano, campeão paulista, com duas derrotas e 33 partidas de invencibilidade, tem um trabalho mais duradouro, um ano praticamente perfeito, enquanto que Cuca em 2016 remontou um time a partir de abril após fracassos nas primeiras competições da temporada.

Mas até mesmo os últimos dois Dérbis por Brasileiros são parecidos. Em 2016, o Palmeiras visitou Itaquera sem ser ameaçado, venceu por 2 a 0 e poderia ter feito mais, quebrando a maior série invicta caseira do Corinthians. Em 2017, o troco na mesma moeda no Allianz Parque: vitória por 2 a 0 dos visitantes, pouco ameaçados, quebrando a maior série invicta caseira do Alviverde na arena.

Um resultado improvável neste sábado (vitória do Sport) pode fazer com que os líderes dos últimos dois turnos tenham campanhas praticamente idênticas. O Corinthians, no entanto, é favorito a quebrar mais um recorde e abrir o segundo turno ainda mais favoritaço a um título, que pode vir com apenas 50% de aproveitamento daqui até dezembro. Já anote a largada do returno corintiano: Vitória (casa), Chapecoense (fora), Atlético-GO (casa).

O Corinthians de 2016 não fez frente ao Palmeiras, ao despencar justamente no returno. O Palmeiras de 2017 consegue uma grande reação após um início péssimo de Brasileirão: se vencer o Atlético-PR em casa, no domingo, fará 35 pontos, só um a menos do que conseguiu no primeiro turno do ano passado. Uma boa campanha, mas que hoje não é suficiente para desbancar o atual líder. O Corinthians só equilibra o torneio neste ano se beirar os 50% na segunda parte da competição e alguém, do bloco de cima, tiver desempenho do nível dos líderes do turno de 2017 e do returno de 2016.

 



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