Cuca fora do Palmeiras: a melhor opção para ambos



Galiotte, Cuca e Mattos na segunda passagem do técnico (foto: Cesar Greco)

Cuca está na história do Palmeiras, nada irá apagar isso. Venceu um Brasileirão, em 2016, com a segunda melhor campanha da história dos pontos corridos (com 20 clubes), com um futebol que agradou no primeiro turno e foi extremamente eficiente no segundo, a ponto de fazer o segundo melhor turno de todos os tempos, só superado neste ano pelo Corinthians. Mas o retorno ao clube, em 2017, foi um fracasso. Por culpa dele, por culpa de um trabalho torto do departamento de futebol neste ano. Houve tempo para trabalhar, e não deu certo. A saída é a melhor opção para ambos.

O Palmeiras foi eliminado da Copa Libertadores em 9 de agosto. Mais de dois meses depois, com apenas uma competição em andamento para o clube e muito tempo para trabalhar, o que se viu em campo foram lampejos de bom futebol. Num campeonato ruim e com jogadores de qualidade, o suficiente para manter o Verdão no bloco de cima da tabela. Mas pouco para um técnico campeão brasileiro e um elenco acima da concorrência, mesmo que este não seja brilhante como muitos pintam e alardeiam.

Escrevi neste mesmo espaço, em 5 de maio, quando Cuca voltou ao Palmeiras. “Não faz sentido algum Cuca ser esperado já no início de maio na Academia. E está sendo esperado pelo palmeirense como o catalão esperaria Guardiola no Barcelona. Não é bem assim. Cuca é excelente treinador, mas o contexto é bem diferente do ano passado, quando todos se uniram com um técnico de difícil relacionamento em prol de um objetivo maior: o Brasileirão. Cuca não é mais um treinador que busca seu primeiro nacional. Cuca chega como ídolo, rei para a torcida. Poderoso. O elenco mudou”. Ficou claro: não era bem assim! Não bastaria um passe de mágica para tudo funcionar em 2017 como em 2016.

Todos sabem que o treinador não gosta do futebol de Borja. Quando um técnico de personalidade como ele faz o que fez diante do Bahia, lançando o atacante no segundo tempo por causa de gritos da torcida, foi dado o sinal definitivo. Não dava mais. Nem vamos entrar na questão Felipe Melo…

Depois das eliminações nas Copas e do futebol que não evolui no Brasileirão, insistir seria mais um erro. Mais um erro que custaria um início de temporada, como em 2016, quando o Palmeiras decidiu fechar os olhos para o trabalho ruim de Marcelo Oliveira, anestesiado pelo título da Copa do Brasil. Como em 2017, quando, já ciente de que a chance de Cuca virar o ano era remota, a diretoria perdeu tempo para pensar na nova temporada e escolheu um inexperiente Eduardo Baptista. Todo mundo sabia que Oliveira não iria durar em 2016, que Baptista não iria durar em 2017 e Cuca, deste jeito, não teria vida longa em 2018.

Mano Menezes é o nome da vez na Academia de Futebol, desde que não acerte a renovação com o Cruzeiro. Experiente, campeão, inteligente para lidar com uma torcida exigente, é o nome que pode fazer o Palmeiras, após dois anos, começar um ano nos eixos e não ser obrigado a tentar corrigir a rota com o barco cambaleando. A informação é de que Mano Menezes é o preferido. A opinião deste que escreve: Jair Ventura deveria ser também considerado como alternativa pela diretoria palmeirense.

 



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