Corinthians-15/16 x Palmeiras-16/17: dois campeões, duas janelas



Moisés, destaque do Palmeiras, no último Dérbi (foto: Cesar Greco)

A janela de transferências da Europa fechou com uma única baixa para o Palmeiras, atual campeão brasileiro: Gabriel Jesus, negociado na metade do ano passado. O Galatasaray (TUR) bateu à porta da Academia e ouviu “não” após uma proposta por Vitor Hugo. A janela da China, principal responsável por desmanchar o Corinthians, campeão brasileiro de 2015, seguirá aberta até o fim de fevereiro. Fato é que a bola vai rolar para valer em 2017 e os dois últimos grandes campeões do país, rivais, tiveram comportamentos opostos após verem seus elencos valorizados e cobiçados por um grande título.

O Timão de Tite sobrou no Brasileirão-2015 com a seguinte base: Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Uendel; Ralf; Elias, Renato Augusto, Jadson e Malcom; Vagner Love. A equipe que estreou no Paulistão do ano seguinte já não tinha seis titulares, quatro negociados com chineses e dois com europeus. Gil, Ralf, Renato Augusto e Jadson foram para a China, Malcom foi para o Bordeaux (FRA), do mesmo mercado que tirou Love, reforço do Monaco (FRA). Tite escalou o Corinthians assim na estreia de 2016: Cássio; Fagner, Felipe, Yago e Uendel; Bruno Henrique; Romero, Elias, Rodriguinho e Lucca; Danilo. Felipe e Elias deixaram o clube depois, no meio da temporada.

O Corinthians foi desmontado por ter contratos frágeis com seus atletas. Multas baixas fizeram com que os chineses fossem a um supermercado: pagou, levou. O argumento do “não tem o que fazer” da diretoria em 2016 mostrou-se ainda mais frágil neste ano, quando o clube conseguiu, por exemplo, segurar Rodriguinho, seduzido por uma proposta do Fenerbahce (TUR). Há, sim, o que fazer.

Atual campeão brasileiro, o Palmeiras, que já segurou Dudu (alvo chinês) no ano passado e agora comprou 100% de seus direitos, renovou os contratos de Moisés, Tchê Tchê, Thiago Santos e Róger Guedes. É uma forma de se prevenir a investidas e manter atletas motivados. Além de Jesus, o Verdão liberou por opção Cleiton Xavier, “meio reserva e meio titular” no Brasileirão, e reformulou seu banco de reservas. Oito jogadores chegaram, dez deixaram o clube: Jesus, Cleiton, Vagner, Roger Carvalho, Fabricio, João Pedro, Gabriel, Matheus Sales, Allione e Leandro Pereira.

O time-base campeão foi: Jailson (Prass); Jean, Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Tchê Tchê, Moisés e Cleiton Xavier; Roger Guedes, Dudu e Gabriel Jesus. O time-base que Eduardo Baptista tem hoje: Prass, Jean, Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Felipe Melo; Tchê Tchê, Moisés, Guerra e Dudu; Willian (Barrios). Por questão físicas, Mina, Moisés e Guerra não estarão aptos na estreia do Paulistão.

O Corinthians-2016 tinha um trunfo em relação ao Palmeiras-2017 para um início de temporada. Apesar do desmanche, o campeão brasileiro de 2015 não mudou o técnico. Tite manteve seus conceitos e uma equipe altamente competitiva até julho, quando deixou o Timão para assumir a Seleção Brasileira. O Verdão foi obrigado a interromper o excelente trabalho de Cuca. Novas ideias e um novo sistema de jogo estão sendo implantados por Eduardo Baptista, técnico que tem o maior desafio de sua carreira neste ano. A manutenção de um modelo de jogo ajudou Tite pós-desmanche. O Palmeiras sem desmanche espera ter ajudado o novo técnico a trabalhar sem perder a força de 2016. A ver se ele consegue.

Se Tite foi justamente exaltado por manter o Corinthians forte, mesmo sem resultados, após a debandada, Eduardo não terá a tolerância da torcida, por ter recebido um time campeão montado.



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