Bota dignidade, bota trabalho nisso! É Botafogo!



Roger festeja: Bota detonou o Galo na Copa (foto: Celso Pupo)

Quinto colocado no Brasileirão de 2016, o Botafogo é um exemplo de dignidade em campo em 2017. Não que seus concorrentes não tenham, mas a vergonha na cara que mostram os jogadores do Glorioso é de encher de orgulho seus torcedores, seja lá quais forem os resultados ao fim deste ano. Ver o Botafogo jogar dá gosto, pela entrega e organização que os atletas demonstram. O trabalho de Jair Ventura é o melhor do Brasil. É disparado o menor orçamento entre os grandes, com resultados já expressivos diante das expectativas e limitações do elenco.

O Botafogo arrecadou em 2016 cerca de R$ 156 milhões, menos da metade do que conseguiu o Atlético-MG, eliminado pelos cariocas nas quartas de final da Copa do Brasil e quatro pontos atrás na classificação do Brasileirão. O Bota só arrecada mais do que clubes como Sport, Bahia, Vitória e Coritiba. Não dá nem para comparar com Flamengo (R$ 510 milhões),  Corinthians (R$ 485 milhões) e Palmeiras (R$ 468 milhões). O São Paulo, adversário do Bota neste sábado pelo Brasileiro, vai ao Rio lutando para não cair e já eliminado de todas as Copas que disputou no ano (arrecadou mais de R$ 390 milhões em 2016). O trabalho de campo do Botafogo é exemplar.

Não é apenas vontade e raça. Correr de forma desordenada não resolve. Qualquer torcedor teria vontade de sobra se pudesse entrar em campo pelo seu clube do coração e isso não seria o bastante. Os 11 escalados por Jair Ventura sabem exatamente o que fazer. A dedicação e concentração para minimizar erros, principalmente em decisões, impressiona. Há contra-ataques letais, resultado de treinos. Jair colocou uma ideia na cabeça dos atletas. O Botafogo já eliminou quatro campeões da Libertadores na competição sul-americana: Olimpia (PAR), Colo-Colo (CHI), Atlético Nacional (COL) e Estudiantes (ARG) e está prestes a eliminar o quinto, o Nacional (URU), batido em casa pelos cariocas na ida das oitavas. O Bota, hoje, está mais perto da vaga na Libertadores do que Palmeiras e Atlético-MG – o Flamengo já deu adeus.

O botafoguense tem hoje a satisfação de ver que quem veste a sua camisa o representa. A organização e a vontade talvez não bastem para o time erguer uma taça. É muito provável que, para ir além, a conta pela limitação técnica do elenco chegue. Mas Copas permitem sonhar. Um modesto Independiente Del Valle (ECU) chegou à final da Libertadores em 2016. Outros clubes muito menores do que o Botafogo já levaram a Copa do Brasil. A equipe tem a seu favor uma torcida empolgada e que enche o estádio em todas decisões. Estão deixando sonhar, e o botafoguense tem mesmo de acreditar. E ter muito orgulho de quem usa a estrela solitária no peito. A semifinal da Copa do Brasil já é realidade.

 



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