Era ‘pós-Tri’: 12 técnicos e 1 título



O próximo treinador do São Paulo, que será Rogério Ceni, iniciará o 14º trabalho de um técnico no Tricolor na “era pós-Tri”, desde junho de 2009, quando Ricardo Gomes, demitido de novo neste ano, assumiu pela primeira vez. De Ricardo a Ricardo, outros 11 treinadores trabalharam no São Paulo em pouco mais de sete anos. Apenas Ney Franco, em 2012, conseguiu um título: Copa Sul-Americana.

Milton Cruz foi interino em alguns momentos de turbulência do Tricolor, que teve no banco de reservas no período, além de Gomes (duas vezes) e Ney: Sergio Baresi, Paulo César Carpegiani, Adilson Batista, Emerson Leão, Paulo Autuori, Muricy Ramalho, Juan Carlos Osorio e Doriva. Ceni será o 13º treinador a trabalhar no período. Muricy foi o que mais durou em sua volta: um ano e sete meses. Todos os outros trabalhos foram curtos. Perfis diferentes e falta de convicção que explicam resultados. É verdade que Osorio e Bauza saíram contra a vontade da diretoria.

Foram mais trocas do que o Palmeiras, que teve no mesmo período: Muricy, Antônio Carlos Zago, Felipão, Gilson Kleina, Ricardo Gareca, Dorival Júnior, Oswaldo de Oliveira, Marcelo Oliveira e Cuca. Nove. O Alviverde, rebaixado em 2012 e também repleto de crises nos últimos anos, venceu mais: duas Copas do Brasil e está perto de ser campeão brasileiro. O Tricolor também teve mais técnicos do que o Santos, que teve oito (Vanderlei Luxemburgo, Dorival Júnior, Adilson Batista, Muricy Ramalho, Claudinei Oliveira, Oswaldo de Oliveira, Enderson Moreira e Marcelo Fernandes) e conquistou Copa do Brasil, Libertadores, Recopa e cinco Paulistas desde o meio de 2009. Dorival está no segundo trabalho, único da Série A que começou e vai terminar o ano no mesmo clube.

No quarteto paulista, o Corinthians é o que teve menos treinadores nos últimos sete anos, período que coincide com a reconstrução pós-rebaixamento. Desde janeiro de 2008, Mano Menezes (em duas passagens), Tite (em duas passagens), Adilson Batista, Cristóvão Borges e Oswaldo de Oliveira foram os únicos que dirigiram o Alvinegro. As conquistas: Copa Brasil, Copa Libertadores, Mundial, Recopa, dois Brasileiros e três Paulistas. O grande mais vitorioso no período. Não por coincidência foi o que melhor trabalhou, até o fim da segunda passagem de Tite. Filosofias parecidas e coerência na escolha dos treinadores, algo que se perdeu completamente neste ano. É o Corinthians andando para trás…

O São Paulo está disposto a apostar no maior ídolo da história no banco de reservas em 2017. Se é assim, melhor dispensar Ricardo Gomes o quanto antes. Só poderia ter sido algo mais transparante. Hoje, apenas Rogério Ceni terá o aval da torcida e sobreviverá a uma eleição presidencial em abril.



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