100% melhor! Cinco anos, dois Palmeiras e um abismo



Borja marcou de novo na volta do Verdão a Mirassol (foto: Celio Messias)

O Palmeiras entrou em campo no sábado de Carnaval, no estádio José Maria de Campos Maia, em Mirassol, com Jailson, Marcos Rocha, Antônio Carlos, Thiago Martins e Michel Bastos; Felipe Melo, Tchê Tchê e Lucas Lima; Dudu, Willian e Borja. Venceu por 2 a 0 e engatou a sexta vitória seguida em seis jogos no começo de 2018. Diante do mesmo Mirassol, no mesmo estádio, há quase cinco anos, mais precisamente em 27 de março de 2013, o Verdão jogou com Prass, Weldinho, André Luiz, Marcos Vinícius e Juninho; Márcio Araújo, Léo Gago, Wesley e Charles; Leandro e Caio Mancha. Os comandados de Gilson Kleina tomaram seis gols no primeiro tempo e perderam por 6 a 2.

Cinco anos é um espaço de tempo minúsculo na história de um clube centenário. Mas o salto dado pelo Palmeiras neste período é gigantesco. O Verdão fechou 2012 com R$ 241,1 milhões de receita (superávit de R$ 31 milhões), enquanto que terminou 2017 com R$ 531,1 milhões arrecadados, recorde histórico do clube, gerando um superávit R$ 57 milhões. Um aumento de 120,2% nas receitas em cinco anos. O ano daquele vexame, 2013, terminou com o Verdão negativado em R$ 22,6 milhões (receita de R$ 176,8 milhões) após o título da Série B e o retorno à elite.

O ex-presidente Paulo Nobre emprestou R$ 146 milhões ao clube (R$ 124 milhões já retornaram ao ex-dirigente), que começou a se organizar e teve na abertura do Allianz Parque, no fim de 2014, a base de sua reconstrução. O patrocínio da Crefisa, principalmente em 2016, turbinou ainda mais as contas. O balanço auditado, que disseca com mais detalhes as fontes de receitas, de 2017 ainda foi divulgado. Mas é possível ter uma base do salto ao comparar 2016 com o período da tragédia de Mirassol no passado.

O Palmeiras registrou, com arrecadação de jogos, R$ 26,3 milhões em 2013. O número ficou em R$ 18,4 milhões em 2012. Bilheteria (R$ 69,2 milhões) e Avanti (R$ 34,5 milhões), em 2016, somaram R$ 103,7 milhões. O salto é de 463,5% na comparação com 2012 e de 294,2% ao comparar com 2013. Patrocínios somaram R$ 24,4 milhões em 2013 e R$ 44,1 milhões em 2012. O balanço de 2016 aponta R$ 90,6 milhões. O crescimento é de 271,3% em relação a 2013 e 105,4% em relação a 2012.

O clube obteve R$ 6 milhões com vendas de jogadores em 2013 e R$ 6,3 milhões no ano anterior. Em 2016, conseguiu R$ 51,3 milhões (vendeu Gabriel Jesus). Aumento de 755%! Gabriel, um fruto da base, que também é alvo de investimentos na reformulação do clube.

Do vexame de Mirassol ao time 100% de Mirassol, há um abismo. Um abismo que nem o mais otimista dos palmeirenses imaginou, naquela noite de março de 2013, poder ver apenas cinco anos depois.

Palmeiras de 2013: humilhado em Mirassol (foto: Celio Messias)



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