Cruzeiro segue os passos do Flu e ruma à Terceirona. Sem direito à virada de mesa



A demissão de Nei Franco é a comprovação de que o desespero tomou conta da diretoria do Cruzeiro. É óbvio que o problema não é o técnico. Aliás, é obvio que o problema não são os técnicos, já que antes de Nei Adilson Batista e Enderson Moreira também já haviam sido defenestrados na Toca da Raposa.

O Cruzeiro afunda nas próprias mazelas e a situação parece irreversível.

Ao começar a Série B com seis pontos a menos na tabela, resultado da punição imposta pela Fifa, e com um elenco recheado de garotos e sem nenhum jogador de expressão além dos veteraníssimos Marcelo Moreno e o goleiro Fábio, já se sabia que o time Celeste teria dificuldades para conseguir o acesso de volta à elite. Mas o mergulho na zona de rebaixamento era algo em que nem os mais pessimistas apostariam.

 

 

Estar na Segundona é uma situação pela qual quase todos os clubes chamados de grandes já passaram. Apenas Flamengo, Santos e São Paulo integram o seleto grupo dos que nunca caíram. Mas, desde que o Brasileirão se firmou no modelo atual de pontos corridos, todos voltaram no ano seguinte à Série A.

O Cruzeiro segue os passos do Fluminense de 1998 que amargou uma dolorosa passagem pela Terceira Divisão de onde foi resgatado pelo técnico Carlos Alberto Parreira. Com uma diferença: no futebol brasileiro de hoje, apesar de todas as mazelas que persistem, não há mais espaço para viradas de mesa como a que fez o Tricolor carioca saltar direto da Terceira para Primeira divisão, na chamada Copa João Havelange.

O retorno cruzeirense à elite certamente será muito mais penoso.



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