Caso Robinho foi um erro esportivo, tanto quanto um desastre moral



A  constatação mais simples no imbróglio envolvendo o Santos e Robinho é que o Peixe não precisava de um desgaste desse tamanho.

Foi ingenuidade da diretoria santista achar que a contratação de um jogador condenado a nove anos de prisão por estupro seria absorvida impunemente. Ainda que o caso ainda não esteja encerrado, que recursos ainda aguardem julgamento na justiça italiana.

Bastava olhar para o caso do ex-goleiro Bruno que mesmo depois de passar ao regime aberto nunca conseguiu retomar a carreira gerando protestos, patrocínios suspensos e boicote de torcedor mesmo em clubes sem nenhuma expressão e fora do foco da mídia.  Mas trata-se de um assassino condenado, dirão alguns. É verdade, mas hoje, felizmente, não há mais espaço para a máxima malufista do estupra mais não mata.. Crime é crime, violência é violência e ponto final.

 

 

Aos, 36 anos, Robinho foi um péssimo investimento – ainda que recebendo uma ninharia por mês e tendo o ganho atrelado a desempenho. Foi um péssimo investimento moral e um péssimo investimento esportivo. Sua última temporada foi na reserva do Istambul Basaksehir, time pelo qual marcou apenas quatro gols em duas temporadas até ser dispensado exatamente quando o clube conquistou pela primeira vez o campeonato turco e chegou a Champions League. O que só torna ainda mais claramente equivocada a sua contratação pelo Peixe.

Apesar de tudo isso, o que valeu para a rescisão do contrato não foi o lado moral ou o esportivo. Mas, tão simplesmente, a força do dinheiro, a pressão dos patrocinadores que ameaçaram romper com o clube.

Inacreditável que a nova gestão, que assumiu com discurso da moralização, tenha exposto o Santos dessa forma.

 

 

 

 



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