O super time de papel - Blog do Capretz

O super time de papel



Nesta época do ano, nada mais comum do que nós da imprensa, vocês torcedores e outros players do futebol formar possíveis escalações para o próximo ano.

Pegamos os jogadores que ficaram na equipe, somamos aos que foram contratados e pronto: criamos uma formação carregada invariavelmente de adjetivos positivos. São comuns, após isso, frases como: “esse time vai dar trabalho”, “é favorito em todo torneio que disputar”, etc, etc.

O grande erro aqui é tirar da análise o principal elemento que caracteriza a modalidade futebol: o coletivo.

Junto com o jogo coletivo vem uma série de outros conceitos: complementaridade de características dos jogadores, saber se o modelo de jogo que será adotado privilegia o melhor de cada elemento da equipe, qual a metodologia mais adequada de treinamento para potencializar as virtudes do sistema, enfim, não é fácil simplificar a complexidade e o caos imprevisível que é o jogo. Se não, bastava contratar os melhores. E sabemos muito bem que nem sempre  quem é o melhor no papel vence no campo.

O Corinthians de 2017 talvez seja o melhor exemplo de como devemos encarar essas análises pré-temporada. Até porque o próprio grupo de trabalho corintiano usou essa questão da quarta força para potencializar seus aspectos emocionais. Opa, olha aí outro aspecto que não deve ser tirado da análise, mas que é impossível prever antes de os jogos começarem: o emocional. Como serão as relações interpessoais dos jogadores? Como será a resposta comportamental após uma vitória? E após uma derrota?

Tudo isso influencia no resultado final do jogo. Por isso, o ideal é ir mais a fundo nas análises e ter certa prudência para não cravar verdades absolutas. Nem para o bem. Nem para o mal.

 



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