Modelo de jogo: o princípio e o fim. - Blog do Capretz

Modelo de jogo: o princípio e o fim.



Os técnicos de futebol hoje, muitas vezes, são mais badalados do que os jogadores. Isso para mim sempre será um erro.

Não quero tirar aqui a importância dos treinadores. Longe disso. Eles tem um papel crucial na montagem de qualquer equipe, dentro de toda a complexidade de um sistema e organismo vivo que é um time de futebol.

E eu, mais do que ninguém, defendo com unhas e dentes que quem quer ser treinador tem que estudar, se preparar na parte metodológica e de liderança de pessoas. Não basta ter tido a experiência de campo, de jogador.

Porém, vamos pegar esse período de janeiro, de pré-temporada: ouvimos sempre falar do tal modelo de jogo, certo?!

Pois bem, a grosso modo, modelo de jogo é o modo coordenado e harmônico que todo o time deve responder nas cinco fases do jogo: defesa, ataque, transição ofensiva, transição defensiva e bola parada. Ele determina o ponto de partida dos treinos da equipe e o ponto final pois exprime um jeito ideal de jogar.

Por exemplo: quando perder a bola, coletivamente a equipe busca recupera-la rapidamente pressionando o adversário ou tenta recompor, ficando atrás da linha de bola, buscando realinhar as estruturas? Se cada jogador responder de uma maneira é porque não há ideia coordenada.

Só que dentro de cada ideia de jogo de um treinador, há diferentes maneiras de interpretação e execução por parte de cada jogador. E cada um, interagindo com outro elemento do próprio time, cria uma nova forma de comportamento, muitas vezes diferente da que o treinador tinha pensado quando definiu seu modelo de jogo.

Ou seja, nesta pré-temporada o treinador pode e deve passar a sua ideia. É isso que norteia o sentido do modelo de jogo, ter uma linha mestra de resposta para cada momento da partida. Mas o que isso vai gerar na prática é imprevisível. Se não, teríamos sempre equipes idênticas. O que dá graça é a execução do jogador, o improviso frente a determinado problema, ou seja, o protagonismo do verdadeiro dono do espetáculo que é o atleta.

Um técnico pode chegar claramente agora e dizer: quero que o meu time ataque apoiado, com passes curtos, defenda compacto, em bloco médio e zonal, tenha uma transição defensiva visando a retomada rápida da bola uma transição ofensiva também apoiado e marcação mista nas bolas paradas. Ou seja, um treinador pode e deve ter ideias, já que o futebol deve ser jogado com base em ideias.

Agora como isso será executado depende do jogador, da complementaridade de cada característica dentro da equipe. Por isso, nem sempre quem tem o melhor time no papel é quem ganha. Vence quem executa com mais brilhantismo cada ideia.



MaisRecentes

A queda do São Paulo



Continue Lendo

Estudar tudo o que envolve o resultado no futebol



Continue Lendo

Sabe o que vai decidir o Brasileirão, a Libertadores e a Copa do Brasil?



Continue Lendo