A evolução de um modelo de jogo - Blog do Capretz

A evolução de um modelo de jogo



É no início da temporada que um treinador define como sua equipe vai jogar durante o ano. Independentemente de ser um técnico que já esteja no clube ou um que acabe de chegar. É possível um treinador remanescente tentar novas ideias. É o caso de Fábio Carille no Corinthians que para 2018 fez uma mudança sutil na formatação do time, deslocando Jadson do lado para o meio do campo. E aqui não é uma mudança só de ocupação de espaço. A função e as atribuições de Jadson mudaram quase que por completo e agora pelos lados do campo Carille tem Clayson e Romero dois jogadores mais agudos e verticais.
O modelo de jogo é um ideal que se busca durante todos os jogos. É como uma missão de vida. Você nunca atinge. Mas vive por ela a todo momento.
E a especificidade do futebol mostra que não é só o comandante que determina como será o jogar da equipe. Tudo começa com ele, é verdade. As ideias, os conceitos e o padrão de resposta coletivo para cada fase do jogo (ataque, defesa, transição defensiva e transição ofensiva). Porém os jogadores tem papel determinante na execução dessas ideias e na evolução delas.
Cada atleta traz uma história, uma escola, uma filosofia e um jeito próprio de jogar. Ao colocar onze jogadores com experiências diferentes em campo vemos surgirem relações e respostas novas, que ninguém, nem mesmo o treinador, poderia prever.
Só que isso demanda tempo. Essas relações não surgem em três jogos ou em três semanas de treinos.
Por isso, prevejo a evolução de todos os times. Não posso tirar conclusões do São Paulo, por exemplo, com Nenê sendo titular em sua estreia sem ter feito um treino sequer com a equipe. Ou o Palmeiras ainda sem Gustavo Scarpa.
Um futebol de qualidade se joga com ideias. Um futebol ruim se joga com ideias fracas ou até mesmo sem ideias.
Mas a dinâmica entre os jogadores tem um papel determinante na evolução da equipe. E não falo aqui de qualidades técnicas individuais. O melhor time não é o que tem os melhores jogadores. O melhor time é aquele que parece que tem quatorze e não onze jogadores em campo, tamanha a sinergia e complementaridade entre eles.



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