A decadência de Luxemburgo - Blog do Capretz

A decadência de Luxemburgo



Sempre admirei Vanderlei Luxemburgo. Olhava seus resultados e buscava entender qual era a diferença que fazia a diferença.

Por trás dos ternos caros e elegantes e das polêmicas desnecessárias nas entrevistas coletivas, havia ali um trabalho único e de vanguarda.

Ou os esquadrões do Palmeiras (93-94), Corinthians (98-99), Cruzeiro (03) e Santos (04) foram obra do acaso? Creio que não!

Coisas que hoje nós que estudamos futebol vemos como corriqueiras há vinte anos eram novidades: falso 9, cobertura dos volantes, meia externo com o “pé trocado” pelo lado do campo, volantes que jogam, etc.

E outra coisa que a cada dia me convenço mais: técnico não tem que saber só de tática e treinos. Tem que entender também de pessoas, de relacionamentos, de comunicação, liderança. E Luxa tinha isso de sobra. Inúmeros jogadores cansaram de genuinamente elogiar suas palestras, por exemplo.

Porém, veja que citei acima o último grande trabalho de Vanderlei no Santos em 2004. Há 13 anos!!!!!!

O quanto o futebol evoluiu de lá para cá?! Quantas revoluções de ideias e conceitos vimos na última década?! Eu vi, você viu e Luxemburgo também viu. Só que ele apenas viu. E nada fez para acompanhar.

A chave que abria a porta na década passada não serve mais nos dias de hoje. A porta mudou. Hoje é mais conceitual, o treinamento se não for excelente não reproduzirá excelência no jogo. Os relacionamentos atuais são diferentes. O jogador não aceita mais motivação sem conteúdo.

A demissão de Luxemburgo no Sport para mim encerra um ciclo. Não vejo mais a chave de Luxemburgo sendo comprada por um time que esteja com sua porta entre as principais do Brasil.



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