Esquiva pode ser campeão como Miguel de Oliveira



Esquiva Falcão pode ter a chance no início do ano que vem de ser o quinto brasileiro campeão mundial de boxe. O capixaba venceu o mexicano Norberto Gonzalez, por pontos, após oito rounds, sábado à noite, em Los Angeles.

O medalha de prata em Londres-2012 alcançou a 18ª vitória consecutiva, volta a se apresentar em 11 de novembro e, segundo Sergio Batarelli, (seu conselheiro) terá a chance de disputar o cinturão mundial da Associação Mundial de Boxe em 2018, se o japonês Ryota Murata vencer o camaronês Hassam N’Damm, dia 22 de outubro.

Se for campeão, Esquiva vai me lembrar muito do que fez Miguel de Oliveira, campeão dos médios-ligeiros, versão Conselho Mundial de Boxe, em 1975.

Miguel não era um tremendo pegador como Eder Jofre e Acelino Popó Freitas, mas possuía um arsenal de golpes de mira cirúrgica. Sabia golpear na linha de cintura e tinha ótimo preparo físico, o que lhe permitia imprimir um bom ritmo durante todos os rounds previstos.

Esquiva é desta forma. Ele não tem o poder de fogo de Gennady Golovkin, Saúl Canelo Álvarez ou Jermall Charlo, mas sabe castigar o adversário, a ponto de sofrer pouco assédio dos rivais nos combates.

A vitória diante do limitado Norberto Gonzalez foi apenas o primeiro passo do brasileiro sob orientação de Robert Garcia. Deu para sentir a falta de ritmo e a dificuldade em acertar a distância para os golpes. Normal para quem só tinha lutado uma vez este ano.

Dia 11 de novembro, Esquiva vai estar melhor e seu adversário também será melhor. Melhor para o Brasil, que vai poder sentir como seu lutador mais promissor da atualidade vai se desenvolver.

 

 



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