Calma com os rivais dos irmãos Falcão



 

Muita gente critica a escolha dos adversários de Esquiva e Yamaguchi Falcão para seus próximos compromissos.

“Só pegam galinhas mortas.”

“Tá na hora de rivais mais fortes.”

“A disputa do título mundial está demorando.”

Calma, pessoal!!!!!!!

Os irmãos Falcão lutam nos dois primeiros finais de semana de agosto. Esquiva, dia 5, contra Ivan Montero, que tem cartel de 20 vitórias (oito nocautes) e duas derrotas, ocorridas nas três últimas apresentações. Esquiva soma 17 lutas vitoriosas. Vai ser a primeira luta sob a orientação de Robert Garcia.

Yamaguchi entra no ringue dia 12. Seu adversário é Torane Washington, de 37 anos, que perdeu 13 das últimas 16 lutas. O brasileiro está invicto após 13 combates e tenta voltar ao ranking da Federação Internacional de Boxe, no qual já ocupou o 15º lugar.

Esquiva foi prata na Olimpíada de Londres-2012, enquanto Yamaguchi ficou com o bronze. Mas vamos lembrar que ambos são brasileiros. Não são mexicanos, norte-americanos, japoneses…. eles não têm direito de errar. Uma derrota pode colocar a carreira em xeque.

As críticas com relação à demora para disputar o cinturão não procedem. O insuperável Eder Jofre foi ter sua chance de ser campeão na 38ª luta e depois de ser campeão sul-americano. O lendário Joe Louis teve de acumular 32 apresentações antes de buscar o cinturão.

E a baixa qualidade dos rivais é normal. Duas lutas antes de disputar o título mundial, Acelino Popó Freitas enfrentou Peter Buckley, que tinha 92 derrotas. Pouco antes de ser campeão mundial, Miguel de Oliveira derrotou boxeadores que tinham mais derrotas do que vitórias.

Então pessoal, é preciso calma com Esquiva e Yamaguchi. Eles são da categoria dos médios, na qual muitos pugilistas são de boa qualidade. É verdade que eles têm a ajuda de Bob Arum e Oscar De La Hoya. Mas podem ter certeza de que uma falha não será perdoada.

Não comparem a carreira dos irmãos Falcão com Lomachenko, Murata, Valdez, etc…..

 

 



  • Haran Lopes

    Grande Baldini, com certeza você tem razão, infelizmente o fato de não serem norte americanos, mexicanos, ou de qualquer outra nacionalidade com mais tradição no Boxe é o fator principal. Vimos nesta semana que passou Horn disputar o cinturão da WBO contra o Paquiao com um cartel de 17-0-1, mas isso realmente não é comum, geralmente é necessário um lastro, uma experiência maior, especialmente para um brasileiro, provar seu valor e lutar pela cinta. Enquanto isso, vamos continuar apoiando eles e o esporte acima de tudo para que possamos ser melhor vistos no mundo do Boxe de uma forma geral.

  • M.garcia

    O ultimo do yamaguchi não era galinha morta.

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