Sinal amarelo aceso para Fab Melo após troca?



Quando Fab Melo foi selecionado pelo Boston Celtics na 22ª escolha do Draft do ano passado, aparentemente existia um plano para ele. Assim como Kendrick Perkins foi recrutado pela franquia como um pivô cru e transformado em um defensor de elite no garrafão, o brasileiro poderia ser moldado como peça complementar de um time vencedor, que ainda contava com Paul Pierce e Kevin Garnett, hoje já trocados para o Brooklyn Nets. Por isso, pegou de surpresa a notícia de que o jogador foi enviado para o Memphis Grizzlies em troca de Donte Greene – que tem grandes chances de ser dispensado em Massachusetts.

Fab Melo deixou o Celtics rumo ao Grizzlies (Foto: Divulgação)

Fab Melo deixou o Celtics rumo ao Grizzlies (Foto: Divulgação)

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A verdade é que um pivô com perícia defensiva é uma peça que pode ajudar em muito um time que briga pelo título. Basta notar o impacto que Chris Andersen e Kenyon Martin causaram, respectivamente, no Miami Heat e no New York Knicks na temporada passada. E também foi assim com Perkins, campeão como peça complementar de um Celtics que tinha o fortíssimo Big Three, formado por Ray Allen, Paul Pierce e Kevin Garnett, e um Rajon Rondo ainda como diamante bruto, sem ter estourado.

Hoje, no entanto, a realidade do Celtics é outra. A franquia está em fase de reconstrução e, salvo grande surpresa, deve passar longe da briga pelo título nas próximas temporadas. Assim, a equipe não precisa mais de peças complementares, como Fab Melo pode se tornar, e sim de jovens talentosos. Por isso, as apostas no garrafão serão Jared Sullinger, Kelly Olynyk e o também brasileiro Vitor Faverani.

Agora, o papel de moldar Melo e transformá-lo em uma peça complementar de um time vencedor está a cargo do Grizzlies. A equipe de Memphis parece ter se cansado de improvisar alas-pivôs, como Ed Davis, nos minutos de descanso de Marc Gasol e, além do brasileiro, contratou também Kosta Koufos junto ao Denver Nuggets.

Desse modo, Melo não terá pressão imediata para render. O brasileiro será a terceira opção para a função de pivô e imagino que, no começo da temporada, deva passar algum tempo na D-League, a liga de desenvolvimento da NBA, como fez na última campanha, quando apresentou médias de 9,8 pontos, seis rebotes e 3,1 tocos por exibição pelo Maine Red Claws, liderando a liga em bloqueios por partida.

A habilidade de Melo para proteger o aro certamente foi o que chamou a atenção do Grizzlies, que agiu como protagonista na troca. Vale lembrar que a franquia tem implantado uma cultura estatística, que, inclusive, culminou na saída do técnico Lionel Hollins. Certamente, os números defensivos do brasileiro chamaram a atenção.

Mesmo assim, o brasileiro precisa ligar o senso de urgência para saber que precisa melhorar para impulsionar sua carreira. O Celtics desistiu dele, uma escolha de primeira rodada do Draft, apenas após uma temporada. E Rubén Magnano, técnico da Seleção Brasileira, não o convocou para a Copa América deste ano mesmo com os desfalques de Anderson Varejão, Nenê, Tiago Splitter, Lucas Bebê, Vitor Faverani, Augusto Lima e Paulão para o garrafão.

Mesmo que vá para a D-League novamente, Melo não pode se acomodar por atuar em um ambiente pouco competitivo. Seu desenvolvimento é fundamental para que ele, enfim, se firme como um jogador de NBA.



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