Seleção e Huertas melhoram, mas Brasil é derrotado



Nesta sexta-feira, na estreia da Seleção Brasileira masculina de basquete na Copa América, na Venezuela, Rubén Magnano provou que existe, sim, uma vantagem em escalar um perímetro titular “baixinho” – apesar da derrota para Porto Rico. Com Marcelinho Huertas no comando do time e com Larry e Alex como alas, o armador pode sempre se poupar na parte defensiva para deslanchar no ataque.

Huertas foi bem contra Porto Rico (Foto: Fiba Americas)

Huertas foi bem contra Porto Rico (Foto: Fiba Americas)

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No basquete, existe um termo que diz que o treinador “escondeu” determinado jogador. Geralmente, isso acontece quando ele é um talento ofensivo indispensável, mas sofre com a falta de perícia na marcação. Por isso, ele precisa ser “escondido” – ou seja, escalado em uma função defensiva em que seja pouco notado, para não comprometer.

Huertas é, talvez, o grande nome da era Magnano na Seleção. Se já tinha papel de destaque quando dividia a quadra com Leandrinho, Nenê, Anderson Varejão e Tiago Splitter, nessa desfalcada equipe que foi à Venezuela ele é ainda mais imprescindível… no ataque. Na defesa, o armador brasileiro está longe de ser um jogador de ponta.

Por isso, Magnano “escondeu” Huertas contra o Porto Rico. O armador esteve longe dos confrontos contra os armadores adversários, principais armas do time. Larry ficou, primariamente, com a obrigação de conter JJ Barea, enquanto Alex acompanhava Carlos Arroyo. Enquanto isso, o armador do Barcelona seguia o ala John Holland.

Um armador marcando um ala? A questão é que o defensor de Holland seria baixo de qualquer jeito com esse perímetro titular do Brasil. Larry tem 1m85, contra 1m91 de Alex e Huertas. Por isso, o armador pôde ser “escondido” na defesa.

Resultado: Huertas foi o grande comandante do ataque verde e amarelo. Deixou a quadra com 16 pontos e cinco assistências, liderando a equipe nacional nos dois fundamentos.

O problema é que um Huertas só não faz verão. O pivô titular Rafael Hettsheimeir, com talento para ser seu principal coadjuvante, deu seu primeiro arremesso apenas com 3min30 já jogados no segundo quarto. Foi discreto e marcou sete pontos, errando cinco dos sete tiros de quadra que tentou.

Alex fez sete pontos e Larry, cinco. O principal coadjuvante de Huertas foi Giovannoni, que marcou 11, mas errou cinco dos seis arremessos de três que tentou. Vitor Benite, vindo do banco, fez boa apresentação e deixou dez.

Ao menos, Huertas, mostrou que é o jogador mais talentoso dessa seleção no ataque e provou que, se poupado na defesa, pode causar estragos.



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