Raulzinho no Jazz pode dar dor de cabeça à Seleção



O Utah Jazz anunciou na quinta-feira o acerto com o brasileiro Raulzinho, que assinou contrato de três anos com a franquia. Aos 23 anos, o armador chega em um ótimo momento para continuar seu desenvolvimento como jogador e, em médio prazo, deve herdar de Marcelinho Huertas o cargo de maestro da Seleção Brasileira. Porém, sua provável ausência na agenda deste ano pode ser danosa para a equipe nacional.

Selecionado na 47ª escolha do Draft de 2013 pelo Atlanta Hawks antes de ser adquirido pelo Jazz, Raulzinho chega após uma temporada em que teve médias de 8,9 pontos, 3,9 assistências e 2,1 rebotes em 22,4 minutos por jogo pelo CB Murcia na Liga ACB, o Campeonato Espanhol. O controle de bola para manter o drible vivo é, talvez, sua principal virtude, enquanto os 2,7 desperdícios de posse por jogo ficam como ponto fraco.

Chegando em uma equipe jovem, Raulzinho terá sua experiência no basquete profissional como triunfo. O jovem armador disputou três temporadas no Brasil e quatro na Espanha. Como concorrentes por minutos na posição 1, o brasileiro terá Trey Burke, que teve médias de 12,8 pontos, 4,3 assistências e 2,7 rebotes em 30,1 minutos por exibição na última temporada – sua segunda como profissional -, e Dante Exum, que teve médias de 4,8 pontos, 2,4 assistências e 1,6 rebotes em 22,2 minutos por partida na última temporada – sua primeira como profissional.

Se em médio e longo prazo o basquete brasileiro pode comemorar a experiência que Raulzinho ganhará na NBA, agora os resultados podem ser ruins. Isso porque os compromissos com o Jazz devem tirar o armador da Seleção principal, que ainda não tem vaga garantida nos Jogos do Rio-2016 por conta do imbróglio da CBB com a Fiba e pode ter de brigar pela classificação no pré-olímpico das Américas.

Leandrinho, que era agente livre há poucos dias, antes de renovar com o Golden State Warriors, e Tiago Splitter, recentemente trocado do San Antonio Spurs para o Atlanta Hawks, também são possíveis baixas. Anderson Varejão, se recuperando de lesão, é ausência certa. Um possível pré-olímpico vai ficando cada dia mais difícil…



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