Raulzinho, o lobo, e a nova Seleção



Se quiser chegar ao topo e brigar por títulos expressivos no próximo ciclo olímpico, a Seleção Brasileira masculina de basquete muito provavelmente vai depender da continuidade da curva de crescimento de Raulzinho. Desde 2008, ano em que foi lançado no time profissional do Minas, até a temporada passada, quando fez sua estreia no Utah Jazz, o armador de 24 anos de idade, apelidado de “lobo” pelos colegas de NBA, não parou de melhorar. Agora, a titularidade na equipe nacional, que ainda não definiu quem será o treinador após confirmar a saída de Rubén Magnano, está entre seus próximos desafios.

Raulzinho em ação na Olimpíada (Foto: Marco Galvão)

Raulzinho em ação na Olimpíada (Foto: Marco Galvão)

Raulzinho chegou ao Jazz depois de quatro anos jogando no basquete espanhol. Ao longo da temporada, chegou a assumir a titularidade com a lesão de Utah Jazz, vencendo a concorrência de Trey Burke. Na reta final, perdeu o posto após a contratação de Shelvin Mack. Agora, a recuperação do australiano e a contratação de George Hill, ex-Indiana Pacers, são novas ameaças para o brasileiro, que terá de brigar por tempo de quadra.

Mesmo com a concorrência, Raulzinho pode contar com a simpatia do técnico Quin Snyder, um dos responsáveis por seu apelido.

– Foi pelo jeito de pronunciar Raul lá. Eles começaram, pelo som do meu nome, a falar que era igual de lobo, e o técnico veio com esse apelido de lobo. Aí alguns jogadores vieram com isso também, começaram a me chamar, mas acho que é um apelido aí que faz parte da brincadeira – contou o armador brasileiro, à coluna.

Ao longo da temporada 2015/2016 da NBA, Raulzinho ficou em quadra por total de 1.499 minutos. Providencial para que a curva de crescimento do jogador continuasse ativa.

– Eu acho que o arremesso foi uma coisa que eu melhorei muito, apesar que não Olimpíada não estou tendo um aproveitamento muito bom, mas, com certeza, acho que foi o que eu mais melhorei, e jogar no estilo de jogo americano, saber cadenciar a hora de correr, a hora de jogar mais cadenciado. Acho que esses dois aspectos foram os que eu mais melhorei lá – opinou, também à coluna. A entrevista foi concedida no Rio de Janeiro após a vitória do Brasil sobre a Nigéria, e Raulzinho ainda não sabia que a Seleção seria eliminada dos Jogos.

De fato, o aproveitamento de 18,2% das bolas de três pontos durante a Olimpíada ficou longe do ideal. Por outro lado, a evolução defensiva saltou aos olhos. A marcação agressiva ajuda Raulzinho a se credenciar à titularidade da Seleção no próximo ciclo olímpico, já que Marcelinho Huertas tem 33 anos de idade.

Quando o novo técnico chegar, a Seleção Brasileira terá muitas incógnitas. O “lobo” Raulzinho pode ser a única certeza.



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