Oklahoma City Thunder e o ajuste genial



O Oklahoma City Thunder está prestes a fazer o que parecia muito difícil durante a temporada regular. A equipe de Russell Westbrook, Kevin Durant a companhia venceu por duas vezes seguidas o San Antonio Spurs no AT&T Center, ginásio em que o time texano havia perdido só uma vez no campeonato inteiro, e abriu 3 a 2 na série, válida pelas semifinais da Conferência Oeste. Para conseguir ficar a um passo na decisão, o técnico Billy Donovan repetiu um ajuste simples, ainda que genial, implantado por Rick Carlisle, treinador do Dallas Mavericks, contra o alvinegro em 2014: não dobrar no poste baixo.

Oklahoma City Thunder está prestes a eliminar o Spurs (Layne Murdoch Jr./NBAE/Getty Images/AFP)

Oklahoma City Thunder está prestes a eliminar o Spurs (Layne Murdoch Jr./NBAE/Getty Images/AFP)

O Spurs tem dois grandes pontuadores no mano a mano, especialmente quando acionados de costas para a cesta, próximos ao garrafão: Kawhi Leonard e LaMarcus Aldridge. Por isso, quando um dos dois recebe a bola, a defesa adversária pode sentir a tentação de dobrar a marcação. A partir daí, a equipe texana usa sua excelente movimentação de bola, uma das marcas registradas do time nas últimas temporadas, para encontrar um arremessador em boas condições de pontuar.

O Thunder, então, resolveu pagar para ver. Leonard e Aldridge têm, respectivamente, 23,4 e 28,6 pontos por jogo na série. Mas a aposta tem dado certo principalmente porque nenhum dos dois jogadores é capaz de dominar um jogo ofensivamente no quarto período. Os dois precisam ser colocados em posições adequadas para que pontuem, o que, em um jogo pegado de playoff e contra uma defesa física como a comandada por Steven Adams, vai ficando a cada minuto mais difícil.

Em 2014, o Mavericks, que se classificou em oitavo lugar na Conferência Oeste, levou a série até o sétimo jogo contra o então líder e futuro campeão Spurs simplesmente por conta desse ajuste. Na época, o alvinegro texano sobreviveu graças à capacidade que Tony Parker ainda tinha de dominar um jogo ofensivamente – foram 19,9 pontos por jogo para o armador francês naquela série, que foi seguido por Manu Ginobili, com 17,7, e Tim Duncan, com 17,3.

Hoje, o Big Three é apenas sombra do que foi um dia. Parker ainda tenta ajudar, com 11,8 pontos por jogo e atuações importantes na série contra o Thunder. Mas Ginobili, com 6,8, e Duncan, com 3,4, não têm mais pernas – especialmente contra um time físico como o de Oklahoma.

Com esse ajuste simples, ainda que genial, o novato Billy Donovan vai deixando para trás o experiente Gregg Popovich. Quem diria!



  • Alexandre Garcia

    Concordo com seu post, realmente será dificil mudar o rumo. Mas acredito que amanhã você escreverá sobre o ultimo suspiro da fera (Duncan) e a maiscula vitória dos Spurs……

  • Daniel José

    Gostei do texto, faz muito sentido, porém se Duncan e Ginobilli estivessem em boa fase o ajuste do técnico do OKC não seria suficiente pra vencer a série… se é que irá vencer… #gospurs

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