O ‘big ball’ do Hawks e a chance para Splitter



Nas últimas temporadas, fizeram sucesso na NBA times que investiram em formações com quatro jogadores mais baixos e leves abertos e um só pivô, apostando nos contra-ataques e nos arremessos de três pontos em sistema que se popularizou com o nome de “small ball”. Porém, o Atlanta Hawks mostra que pode virar a exceção da regra. Utilizando formações que usam, ao mesmo tempo, Paul Millsap, Al Horford e Tiago Splitter, grandalhões no garrafão, a franquia tenta se reinventar ao mesmo tempo em que o brasileiro briga por espaço.

Até agora, formações com Millsap, Horford e Splitter juntos ao mesmo tempo na quadra foram usadas em seis dos 14 jogos disputados pelo Hawks na temporada. Nestas partidas, a equipe de Atlanta venceu cinco e marcou 23 pontos a mais do que seus adversários no total. O sucesso da trinca fez com que ela fosse testada no quinteto titular uma vez, com o brasileiro promovido ao quinteto inicial – ele tem sido reserva desde o começo da temporada, quando veio do San Antonio Spurs via troca.

As análises táticas modernas de basquete prezam pelo espaçamento de quadra – ou seja, pela capacidade que um time tem de espalhar os adversários e tirá-los de perto do aro, principalmente por meio de arremessos. Então, como espaçar a quadra com três pivôs atuando?

Simples: com a capacidade de Millsap e Horford de arremessarem de longa distância. Coincidentemente, os dois arriscam 3,5 bolas de três por partida, com a boa taxa de conversão de 36,7%.

Formações com Millsap, Horford e Splitter juntos arremessam 19,6 bolas de três a cada 36 minutos, convertendo 36,8%. O Hawks, no geral, arrisca 19,2 tiros de longe a cada 36 minutos, acertando 35,8%.

Assim, o Hawks mostra que não é preciso diminuir o time para espaçar a quadra. Bom para Splitter, que deve ganhar mais chances.



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