NBA e os polêmicos dois minutos finais



Ao vencer, em casa, o Golden State Warriors por 109 a 108, na noite de Natal, em reedição da final da última temporada, o Cleveland Cavaliers ditou a carga da cobertura sobre os dois principais favoritos ao título de 2017. Se não se ouve mais falar sobre os problemas defensivos de Kyrie Irving e Kevin Love na imprensa americana, a queda nos números de Stephen Curry em relação à última temporada já virou pauta. Tudo isso por causa de um duelo decidido por detalhes – entre eles, a falta não marcada sobre Kevin Durant nos segundos finais da partida apontada no relatório oficial dos dois minutos finais do jogo, que reacendeu o debate sobre a arbitragem da NBA.

Sob a bandeira da transparência, a liga profissional americana revê as decisões dos árbitros nos dois minutos finais de todas as partidas e emite um relatório mostrando se foram acertadas ou equivocadas. O exemplo mais marcante da temporada foi o pé de Richard Jefferson que fez Kevin Durant tropeçar e passou impune, ajudando a definir a vitória do Cavs sobre o Warriors.

Curiosamente, o debate foi acesso com o próprio Durant dizendo que o relatório oficial joga os árbitros na fogueira. Depois, foi a vez de LeBron James se posicionar de maneira semelhante. Dois dos maiores astros de uma liga famosa por uma arbitragem que costuma proteger suas estrelas – não são poucos os vídeos na internet de andadas do craque do Cavs que não foram marcadas.

Por outro lado, Adrian Wojnarowski, repórter do Yahoo! Sports, noticiou que algumas franquias querem que o relatório seja do jogo inteiro, não apenas dos dois minutos finais.

Daryl Morey, gerente geral do Houston Rockets e uma das bandeiras da revolução estatística da NBA, costuma dizer que os jogadores precisam entender que uma posse de bola no meio do segundo quarto vale a mesma quantidade de pontos que uma nos últimos minutos do quarto período. Faz tanto sentido quanto o relatório da arbitragem. Aquele feito nos dois últimos minutos de Cavs x Warriors dá a entender que os californianos foram prejudicados, quando, na verdade, o time da casa pode ter tido muito mais marcações desfavoráveis ao longo da partida.

Se o relatório deve existir publicamente ou não, o debate é válido e complexo. Fato é que não faz sentido ele contemplar apenas os dois minutos finais de um jogo.

D-League faz experiência

Enquanto a arbitragem é tema de polêmica nos Estados Unidos, existem planos para melhorá-la. A D-League, liga de desenvolvimento filiada à NBA, testou uma equipe com quatro juízes, um a mais do que o costumeiro, no dia 26/12, na vitória do Long Island Nets por 118 a 114 sobre o Westchester Knicks. Na segunda-feira, o experimento será repetido no duelo entre o Long Island Nets e o Delaware 87ers.



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