Maconha volta a ser tema de debate na NBA



Tabu ao redor do mundo, a maconha entrou na pauta das discussões sobre NBA nos últimos dias. Pouco mais de um ano depois de ser noticiada na imprensa dos Estados Unidos a vontade dos jogadores de retirar a substância da lista de proibidas da liga, agora é a vez de treinadores e dirigentes se posicionarem a favor da liberação do uso para fins medicinais.

O debate começou com Steve Kerr, técnico do Golden State Warriors e eleito o melhor treinador da última temporada, que defendeu o uso para o combate de dores.

– Acho que a liga devia olhar para o uso da maconha no combate à dor. Não falo sobre uso recreativo, estou falando sobre alívio da dor, o que é melhor para a saúde dos jogadores. É com isso que donos, a liga e os jogadores devem se preocupar. E talvez parte disso seja educar o público sobre quanto algumas coisas que nossos jogadores tomam para combater a dor são ruins – opinou Kerr, quando perguntado sobre como o tema deve ser tratado no próximo acordo trabalhista entre donos e jogadores.

A declaração foi o estopim para que surgissem as mais variadas opiniões. Phil Jackson, presidente de operações de basquete do New York Knicks, disse que fumou maconha enquanto se recuperava de lesão na década de 1970, quando ainda era jogador, e que a substância serviu tanto como “distração” quanto para combater a dor. Por outro lado, Earl Watson, técnico do Phoenix Suns, disse que é preciso tomar cuidado com a mensagem que a liberação passaria para crianças e que existem lugares em que a substância é o início de uma vida de criminalidade.

É preciso ouvir todas as opiniões para que se chegue a uma conclusão, mas o argumento do mau exemplo, além de moralista, soa hipócrita em uma liga que tem feito vistas grossas às agressões de Draymond Green, que recentemente acertou a cabeça de James Harden com um chute para, jogos depois, lesionar um dedo de Marquese Chriss com golpe semelhante. Este exemplo é bom?

A NBA deve pesar os prós e contras de uma possível liberação. Só não deve sucumbir à pressão por um desfecho conservador para o caso.



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