Érika acha um lar adequado na WNBA



Maior jogadora brasileira desde a aposentadoria de Janeth Arcain, Érika encontrou no Texas um lar perfeitamente adequado para o estágio de sua carreira na WNBA. Aos 34 anos de idade, a pivô reforça o San Antonio Stars para a temporada 2017 com o objetivo de ser a presença veterana no vestiário de uma equipe que enfrenta uma série de transformações – dentro e fora da quadra.

Érika vestiu a camisa do Chicago Sky na temporada 2016, apresentando, em média, 5,8 pontos e 5,2 rebotes em 19,3 minutos por exibição. Pode parecer pouco para uma pivô que registrou 13,8 pontos e 9,9 rebotes entre 2013 e 2014, mas os aproveitamentos de 51,7% nos arremessos de quadra e 75% nos lances livres mostra uma jogadora ainda muito eficiente, justamente para uma das posições que o Stars mais necessitava.

Desde 2009, quando a belga Ann Wauters deixou o Stars, a posição de pivô é uma das maiores dores de cabeça dos torcedores da equipe texana. Por isso, parece adequada a contratação da brasileira, que apresentou médias de nove pontos e 6,4 rebotes em 31,3 minutos por exibição pela Seleção na Olimpíada do Rio de Janeiro e 10 pontos e 5,1 rebotes em 21,4 minutos por exibição pelo Perfumerias Avenida na última edição do Campeonato Espanhol.

Fora de quadra, a experiente pivô será presença importante em meio à reformulação da franquia. A mudança vai desde a diretoria, já que a nova gerente-geral do Stars é a ex-ala-pivô Ruth Riley, companheira de garrafão de Érika no Atlanta Dream entre 2014 e 2014. O comando do time também é novidade, já que Vickie Johnson, ex-ala-armadora do time texano, assume como treinadora.

Além disso, a presença de Érika é importante para estabilizar um jovem elenco. A armadora Moriah Jefferson, segunda escolha do Draft do ano passado, começou muito bem na WNBA, com médias de 13,9 pontos e 4,2 rebotes em 30,4 minutos por exibição. Além disso, a franquia texana tem a primeira escolha do recrutamento de calouros de 2017, que vai acontecer em abril.

Desde 2003, o Stars é do mesmo dono do San Antonio Spurs, franquia considerada um exemplo de gestão nos Estados Unidos. Mas o time ainda não teve o mesmo sucesso, tendo como principal conquista o título de conferência de 2008. Colocar a equipe nos trilhos para a conquista da WNBA é o novo desafio da brasileira.



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