Em meio preconceituoso, NBA mostra que inclusão é o caminho



Depois de ouvir ofensas homofóbicas de Rajon Rondo, armador do Sacramento Kings, durante a derrota do time da Califórnia por 114 a 97, na quinta-feira da semana passada, o árbitro Bill Kennedy foi personagem de um caso que mostra que a NBA caminha para ser uma das ligas esportivas mais inclusivas do mundo. Em entrevista ao Yahoo! Sports, o juiz contou que é homossexual.

Kennedy fez a revelação depois de ter expulsado Rondo, que tem status de astro desde sua ascensão no Boston Celtics. Ganhou apoio da liga, que suspendeu o armador, e de dirigentes e treinadores de equipes, que o apoiaram ao longo da semana.

Engana-se quem acha que o caso de Kennedy é algo isolado na NBA. O ex-pivô Jason Collins, que se aposentou ao fim da última temporada, tornou-se, em abril de 2013, o primeiro jogador das grandes ligas americanas a revelar sua homossexualidade.

Não é só em relação à opção sexual que a NBA mostra seu potencial de inclusão. Dois times da liga já têm, por exemplo, mulheres trabalhando em comissões técnicas. A pioneira foi Becky Hammon, campeã da Summer League de Las Vegas como técnica do San Antonio Spurs neste ano. Depois dela, Nancy Lieberman foi contratada pelo Sacramento Kings.

A NBA também costuma ter negros como treinadores principais, algo raro, por exemplo, no mundo de futebol. Atualmente, são sete entre os 30 empregados na liga, ou 36 entre os últimos 96 contratados. Além disso, recentemente, os donos de Los Angeles Clippers e Atlanta Hawks foram obrigados a venderem suas franquias após comentários racistas.

O ambiente criado permite até que os jogadores pensem em propor a retirada maconha da lista de substâncias proibidas.

Claro que ainda é muito pouco quando comparamos esta realidade ao mundo que consideramos ser ideal, já que estamos falando de pioneiros em um universo tradicionalmente preconceituoso e conservador. Mas a NBA começa a dar sinais que o esporte pode, sim, ser como deve: democrático e inclusivo.



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