Dispensa traz indefinições para Anderson Varejão



Depois de 12 anos, Anderson Varejão não é mais jogador do Cleveland Cavaliers. Na quinta-feira, data limite para trocas entre franquias da NBA, o brasileiro foi enviado para o Portland TrailBlazers em transação envolvendo três franquias e, em seguida, dispensado. Agora, tem futuro indefinido.

Varejão foi jogador do Cavaliers desde o dia 23 de julho de 2004, quando foi trocado pelo Orlando Magic cerca de um mês depois de ser escolhido na 30ª escolha do Draft daquele ano. Nos 12 anos que passou na franquia de Ohio, sagrou-se campeão da Conferência Leste em 2007 e 2015, duas maiores conquistas da história do time.

Agora, para definir seu futuro, Varejão precisa respeitar as complicadas regras da NBA. Após a dispensa de um jogador, as franquias que estão abaixo do teto salarial têm 48 horas para puxá-lo automaticamente da lista de dispensas. Porém, quem optar por isso deve herdar o contrato original firmado com o atleta. Pouco provável, já que o brasileiro receberia US$ 9,7 milhões (cerca de R$ 39,3 milhões) nessa temporada e US$ 9,3 milhões (cerca de R$ 37,3) na próxima.

Por conta do elevado valor, é provável que possíveis interessados esperem o prazo de 48h acabar. Com isso, o TrailBlazers, que dispensou Varejão, fica responsável pelos gastos de seu contrato original, e o jogador pode negociar um novo vínculo com qualquer valor com qualquer franquia da NBA.

A questão é: quem pode se interessar por Varejão? Hoje, o pivô é uma incógnita, já que sofreu com lesões ao longo dos últimos anos. Nesta temporada, disputou somente 31 dos 42 jogos que o Cleveland fez com ele no elenco, apresentando médias de 2,6 pontos e 2,9 rebotes em dez minutos por exibição.

Varejão é um veterano com raça, disciplina, boa defesa e experiência nos playoffs. Pode ser, ainda que só como influência positiva no vestiário, uma peça relevante para um time que deseja brigar nos playoffs. Em ano de Olimpíada, será um bom negócio aceitar um papel reduzido? Rubén Magnano já declarou que prefere que seus comandados tenham protagonismo. Mas o pivô pode não ter opção.



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