Diaw aposta no café de Utah



Aos 34 anos de idade, Boris Diaw está entre os jogadores que devem ter dado adeus aos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Depois de deixar a competição com médias de 8,3 pontos, 4,7 assistências e 4,2 rebotes em 25,5 minutos por exibição e ser eliminado nas quartas de final com a França, o ala-pivô, fã declarado de café, agora parte para um novo desafio na carreira: ser o veterano em um Utah Jazz cheio de jovens talentosos.

Diaw em ação na Olimpíada (Foto: Divulgação/FIBA)

Diaw em ação na Olimpíada (Foto: Divulgação/FIBA)

A temporada 2015/2016 foi a última de Diaw no Spurs, franquia em que o francês mantinha uma máquina de café expresso no vestiário para se deliciar antes e depois dos jogos. Mas a trajetória que teve o título da NBA de 2014 como auge terminou com o jogador em baixa.

A postura que foi vista como tranquilidade em 2014, quando Diaw foi quem melhor conseguiu lidar com a pressão da marcação do Miami Heat na final que deu o título ao Spurs, terminou encarada como desinteresse. Treinador do Spurs, Gregg Popovich, segundo relatos da imprensa local, se cansou da suposta apatia do francês, que foi trocado pelos direitos de Olivier Hanlan, armador canadense que provavelmente nunca pisará na NBA. Tudo para que a franquia texana abrisse espaço salarial para a contratação do astro espanhol Pau Gasol. Melhor para o Jazz, que conseguiu o veterano que faltava em seu elenco praticamente de graça.

A máquina de expresso não veio ao Rio de Janeiro para a Olimpíada. Assim, o jeito foi se virar com a versão brasileira da bebida. Perguntado pele blog, Diaw disse que aprovou o sabor do café nacional, mas que o francês e o italiano continuam como seus prediletos.

– Agora, estou ansioso para provar o café de Utah – afirmou o ala-pivô, logo depois de encerrar entrevista a jornalistas que cobrem o Jazz e estavam no Rio para a Olimpíada.

Diaw tomava até seis cafés antes de jogar pelo Spurs. Quantidade muito acima do ideal segundo a doutora Camila Gracia, nutricionista da Academia LANCE!

– O consumo moderado de café, assim como o de qualquer outra substância, não faz mal. Não tem problema nenhum se ele tomar um expresso antes e um depois do jogo. Dentro de um consumo moderado, de até quatro cafés por dia, não vai fazer mal. Obviamente não é recomendável tomar os quatro de uma vez só. O expresso tem uma quantidade de cafeína muito pequena. Por isso, a gente nem considera que ele seja uma fonte de energia – informou, à coluna.

Em San Antonio, os seis expressos não foram suficientes para manter Diaw acordado o bastante para agradar Popovich. Agora, sua missão será guiar os jovens do Jazz – entre eles, o armador brasileiro Raulzinho. Será que o café de Utah dá conta do recado?



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