Craig Sager deixou importante legado



Se nunca mais veremos Craig Sager entrevistando ao vivo jogadores e técnicos da NBA, como nos acostumamos a assistir, seu legado promete nunca ser esquecido. O lendário repórter, que morreu aos 65 anos de idade nesta quinta-feira vítima de uma leucemia, viveu o bastante para deixar poderosas mensagens a quem luta contra graves doenças e a jornalistas.

Sager, que tinha os ternos coloridos como marca registrada, enfrentava a leucemia desde 2014. Não se entregou facilmente e chegou a vencer duas batalhas, contrariando diagnósticos pessimistas dados por seus médicos. Nunca perdeu o otimismo e chegou a pedir que enfermeiras que não acompanhassem seu otimismo fossem substituídas.

Em agosto, quando foi condecorado por sua perseverança em tradicional premiação da ESPN americana, Craig Sager emocionou fãs da NBA e inspirou muitos que lutam contra doenças graves ao explicar a batalha contra a doença em seu discurso.

– Eu não sei o que pensei de negativo que um diagnóstico terminal faria com meu espírito, mas aconteceu o contrário: passei a apreciar ainda mais a vida. Então, nunca vou desistir. Continuarei lutando, sugando tudo da vida enquanto a vida suga tudo de mim. Vou viver plenamente, com amor e diversão. É a única forma que sei viver – afirmou o jornalista.

O carismático repórter conseguiu algo que, na NBA, talvez apenas o astro Michael Jordan conseguira: ser unanimidade. Se ainda há quem ache LeBron James pipoqueiro e se ainda existe quem pensa que o estilo do Golden State Warriors é insustentável, não houve ninguém que colocasse uma vírgula sequer em suas homenagens a Craig Sager.

Mas se engana quem pensa que sua aceitação tem a ver com sua postura. Mesmo com a amizade com Gregg Popovich, técnico do San Antonio Spurs e declaradamente avesso às obrigatórias entrevistas entre quartos, Sager não costumava “afinar” quando o treinador respondia suas perguntas curta e vagamente, o que já acabou até em discussão.

Craig Sager ensinou aos jornalistas que não é preciso afinar ou ser chapa branca para faz história no meio.



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