Contra os radicais das listas da NBA



Ao longo da última semana, a ESPN americana publicou listas com os rankings dos melhores jogadores de todos os tempos da NBA, posição por posição. Entre as que já saíram, duas causaram polêmica: a dos armadores, com Stephen Curry em quarto, à frente de Isiah Thomas, Chris Paul e Steve Nash, e a dos alas, com LeBron James em primeiro, à frente de Larry Bird. Mas será que tanta controvérsia tem razão de ser?

Qualquer publicação desse tipo tende a despertar as mais ferozes discussões por um simples motivo: não existe uma fórmula objetiva para decidir quem é melhor. São jogadores diferentes, de características diferentes, que atuaram em épocas diferentes sendo comparadas por pessoas com critérios diferentes. Como agradar a todos?

Há quem priorize os feitos individuais quanto tenta escolher seus prediletos. Mas quais feitos? Troféus de MVP, escolhidos de maneira subjetiva? Pontos por jogo? Então um armador clássico, que prioriza as assistências, jamais seria escolhido? Até mesmo o PER, estatística avançada que leva em conta vários fundamentos, supervaloriza a parte ofensiva do jogo. E não podemos esquecer de jogadores que topam sacrificar seus números se isso for benéfico para o time.

Usar apenas critérios coletivos é ainda mais complicado. Ou alguém acha que o bicampeão Matt Bonner é mais jogador do que foi Charles Barkley, aposentado sem títulos?

Caso um dia fosse necessário criar um ranking com os melhores jogadores de todos os tempos, seria preciso criar uma fórmula que levasse em conta todos esses critérios. Mesmo assim, ainda existiria gente insatisfeita com os resultados por um motivo impossível de medir: preferências individuais.

Há quem prefira o estilo pontuador e classudo de Larry Bird. Há, por outro lado, quem prefira o atleticismo e a criatividade de LeBron James. É preciso entender que existem argumentos inteligentes para que os dois sejam considerados o melhor ala da história. O mesmo acontece com Stephen Curry: apenas uma temporada de elite, mas uma temporada de sucesso absoluto. Os radicais não podem ter vez.



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