CBB deixa a crise pior para elas



De acordo com reportagem do blog Bala na Cesta, do UOL Esporte, a Federação Internacional de Basquete (Fiba), o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e o Ministério do Esporte vão assumir controle da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) até 2020 no mais recente capítulo da maior crise da história da modalidade no país. Em meio à intervenção, quem mais sofrem são as mulheres, que têm de enfrentar mais uma vez o clima de incerteza que as assolou nos últimos anos.

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CBB teve gestão desastrosa de Carlos Nunes (Foto: Divulgação)

Em seu relatório enviado para a Fiba, Jorge Luiz Saez, enviado para analisar a situação do basquete brasileiro, afirmou que a CBB deve prestar mais atenção no feminino e, se necessário, explorar as imagens de Paula e Hortência. Porém, a coluna apurou que as principais jogadoras do país ainda não foram consultadas por nenhuma parte dos interventores.

A falta de comunicação aumenta o clima de incerteza sobre as jogadoras, que evitam se pronunciar publicamente sobre o tema. O medo de que uma declaração ou atitude possa ser má interpretada explica a ausência de manifestações públicas sobre o tema.

No primeiro semestre, quando um colegiado formado por clubes da Liga de Basquete Feminino (LBF) tentou intervir na desastrosa gestão da Seleção Brasileira feminina, a ala-pivô Clarissa decidiu furar o boicote proposto e se apresentar à equipe nacional para um evento-teste meses antes da Olimpíada do Rio de Janeiro. Como resultado, foi dispensada pelo Corinthians/Americana.

Por outro lado, sete jogadoras que pediram dispensa do evento foram intimadas a prestar esclarecimentos no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Houve represálias para os dois lados.

Em texto recente publicado no Players Tribune, David Robinson, um dos maiores pivôs da história da NBA, cita seus parentes como motivação para superar as dificuldades encontradas na carreira. “Continue movendo sua família para cima”, diz um trecho da carta para sua versão mais jovem. “Quando você ganhar aquele bônus contratual, não pense nas coisas que você pode fazer com US$ 1 milhão. Pense em todas as coisas que seu avô fez com US$ 100”, conclui.

Érika, a maior referência da Seleção na Olimpíada, ganha US$ 105 mil em uma temporada na WNBA. Bruno Caboclo, nunca convocado, ganha mais de US$ 1,3 milhões por um ano na NBA.

Para elas, as possibilidades do mercado são muito menores. Para elas, a incerteza é muito maior.



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