Brasília-dependência na Seleção?



Agora é para valer! Nesta quinta-feira, a Seleção Brasileira masculina de basquete estreou com vitória dramática por 78 a 77 sobre a República Dominicana na Copa Tuto Marchand, torneio amistoso que servirá como principal parâmetro para a Copa América, que será disputada entre 30 de agosto e 11 de setembro na Venezuela. Além do adversário da estreia, o Brasil terá pela frente Argentina, Porto Rico e Canadá na competição, que reúne os principais favoritos às quatro vagas para a Copa do Mundo de 2014, que será disputada na Espanha. Neste primeiro teste, a dependência que a equipe de Rubén Magnano apresentou em relação aos jogadores da equipe de Brasília chamou a atenção.

Alex terá de se desdobrar na Seleção (Samuel Vélez/FIBA Américas)

Alex terá de se desdobrar na Seleção (Samuel Vélez/FIBA Américas)

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É bem verdade que a República Dominicana é o adversário mais fraco que o Brasil deve encarar neste torneio. Mas também é uma seleção rodada, experiente, e com Francisco García e Jack Martínez, dois jogadores acima da média. Por isso, o resultado tem de ser considerado relevante. Mas Magnano ainda precisa encontrar uma rotação melhor para a equipe.

Arthur (14 pontos, 4-7 3 PT), jogador de Brasília e titular da Seleção, teve bela atuação. O ala é o único jogador que chega aos 2,00m de altura entre todos os convocados para o perímetro. Por isso, deve ganhar grande carga de minutos nas partidas mais importantes na Venezuela.

Alex (oito pontos, três assistências e três rebotes), outro jogador de Brasília, é outro indispensável para as pretensões de Magnano na Seleção. É o único jogador de perímetro infiltrador, com perfil mais físico, e o melhor defensor de perímetro do grupo. Larry (seis pontos e cinco rebotes), aparentemente, é quem fica com a função na segunda unidade, mas ele se faz valer de uma marcação mais intuitiva e menos disciplinada taticamente do que a do jogador do time da capital federal. Além disso, a diferença de altura contra o americano naturalizado (1,91m x 1,85m) pesa, principalmente, na defesa de alas altos como García.

Mas a posição que mais preocupa, talvez, seja a quatro. Guilherme Giovannoni (15 pontos e 4 rebotes), titular e outro jogador do Brasília, é um jogador eficiente e regular, que dificilmente deixa de cumprir seu papel na Seleção. Mas as outras opções para o garrafão são todos jogadores pesados: Rafael Hettsheimeir (sete rebotes), Caio Torres (quatro pontos e oito rebotes), J.P. Batista (seis pontos) e Cristiano Felício (uma assistência). E as experiências utilizando dois deles combinados não foram positivas.

É óbvio que o Brasil perde em agilidade quando usa dois pivôs pesados juntos. Perde, também, em capacidade defensiva quando Torres e Batista são os homens utilizados embaixo da cesta. E, com excesso de pick-and-rolls e arremessos de média e longa distância, a Seleção falhou em acioná-los no poste baixo, o que poderia compensar as deficiências.

Por isso, em um primeiro momento, a Seleção depende muito do trio de jogadores de Brasília. Entre os outros titulares, Hettsheimeir é talentoso, mas vem encontrando dificuldades para brilhar na preparação. E Marcelinho Huertas (14 pontos e três assistências) é o melhor jogador da equipe, mas tem no banco a sombra de Raulzinho (sete pontos e duas roubadas de bola), talvez o melhor reserva deste grupo.

Por tudo isso, o trio de Brasília pinta como fundamental para que a classificação do Brasil para a Copa do Mundo do ano que vem seja garantida.



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