Ala-pivô do Verdão conta como foi treinar com Nash e o Lakers



Você sabe como funciona o acampamento de desenvolvimento de uma franquia da NBA? Entre os muitos bastidores da liga profissional americana aos quais um fã brasileiro não tem acesso, estão os eventos anuais, que reúnem jovens jogadores em busca de aprimoramento. Mas, aqui no país, há alguém familiar com a rotina deste tipo de prática. Trata-se de Rodrigo Silva, um dos últimos jogadores trazidos pelo Palmeiras/Meltex para a disputa do NBB6.

Rodrigo é ala-pivô do Palmeiras (Foto: Divulgação)

Rodrigo é ala-pivô do Palmeiras (Foto: Divulgação)

Aos 23 anos de idade e com 2,06m de altura, Rodrigo, antes de fechar com o Palmeiras, participou do acampamento para jovens jogadores do Los Angeles Lakers. Durante o evento, o ala-pivô trabalhou em um ambiente anexo ao Staples Center, ginásio em que a tradicional franquia manda seus jogos, e teve oportunidade de treinar ao lado de um jogador que já foi eleito duas vezes o mais valioso de uma temporada da NBA.

– O Steve Nash treinou dois dias conosco. Como jogador e fã, foi uma experiência muito legal, pois trata-se de um dos melhores jogadores que já vi atuar. O treino individual dele é incrível, ele treina com muita intensidade – contou Rodrigo, ao blog, certamente para a surpresa de todos que pensavam que o armador canadense se poupava em suas atividades por conta dos recorrentes problemas nas costas.

– A experiência de treinar com o Steve Nash foi algo marcante para mim. Estar próximo de um jogador experiente como ele foi muito importante – completou o jogador do Verdão.

Os treinos dos jogadores foram feitos aonde o elenco do Lakers se prepara para as partidas. Durante as duas semanas em que Rodrigo ficou concentrado com outros jovens jogadores, nada de palestras ou atividades de integração: foi só basquete.

Rodrigo em ação pelo Verdão no Palestra Itália (Foto: Divulgação)

Rodrigo em ação pelo Verdão no Palestra Itália (Foto: Divulgação)

– São duas semanas com vários treinos: preparação em grupo, com toda a equipe, e individual, com o treinador. Há treinos em dois períodos. Nestes dias, a questão física e o estilo de jogo do atleta são avaliados. O método é o mesmo, mas o que muda é a intensidade do treino e o jeito como ele é aplicado – descreve o ala-pivô.

Os treinos em dois períodos são uma das semelhanças apontadas por Rodrigo com as categorias de base no Brasil. Mas, de acordo com ele, a disciplina cobrada durante as duas semanas foi importantes par seu crescimento como jogador. Além disso, ele aponta alguns aspectos do jogo como diferenciais em relação ao praticado no nosso país.

– O sistema de treino, em dois períodos, é praticamente o mesmo, e o estilo também, mas ajudou muito no meu desenvolvimento porque a pressão é grande na defesa, e o jogo também é mais físico – explica.

Nesta quinta-feira, Rodrigo deve voltar a colocar os ensinamentos em prática a partir das 20h, quando o Palmeiras, décimo colocado no NBB, recebe o Basquete Cearense, oitavo, no Palestra Itália. Até aqui, o ala-pivô disputou quatro jogos pelo Verdão, apresentando médias de 1,5 pontos e 1,5 rebotes em 7,34 minutos por exibição.



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