Felício passa a ser opção para a Seleção



Sem Tiago Splitter, que teve de operar o quadril e está fora da Olimpíada do Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira masculina de basquete volta a ter uma vaga aberta no garrafão para os Jogos. Se antes o pivô do Atlanta Hawks era presença certa ao lado de Anderson Varejão e de Nenê, outros medalhões que jogam na NBA, e de Augusto Lima e Rafael Hettsheimeir, que têm boas atuações sob o comando de Rubén Magnano como trunfos, agora não se sabe quem será o quinto convocado. Neste cenário, um nome começa a ganhar força: Cristiano Felício.

Na reta final da temporada regular da NBA, época em que o desgastante calendário começa a causar impacto sobre os jogadores, o Chicago Bulls perdeu Nikola Mirotic e Joakim Noah, que, assim como Splitter, também se machucaram. Com isso, abriu espaço para o brasileiro de 23 anos de idade, que é um projeto para o futuro da franquia.

Por conta da disputada rotação de garrafão do Bulls, Felício vinha se beneficiando da D-League, a Liga de Desenvolvimento da NBA, para ganhar ritmo de jogo. Em quatro partidas, apresentou médias de 14,3 pontos, 5,5 rebotes e 1,5 tocos em 23,7 minutos por exibição.

Porém, as lesões de Mirotic e Noah transformaram Felício na quarta opção para o garrafão do Bulls, atrás dos titulares Taj Gibson e Pau Gasol e do também novato Bobby Portis, outro reserva que se beneficiou do espaço aberto para ganhar relevância na rotação.

Com isso, o brasileiro fez de fevereiro o principal mês de sua carreira na NBA. Se entre outubro e janeiro havia somado apenas 10 minutos de ação, na sexta-feira, na derrota por 103 a 88 para o Hawks, passou dos cinquenta só desde o último dia 1º.

As médias de Felício na temporada são de 1,3 pontos e 1,2 rebotes em 4,9 minutos por exibição. Números modestos, algo natural para uma jovem promessa em uma equipe que já busca resultados imediatos. Mas há uma estatística que anima: os 40% de aproveitamento nos arremessos de três na D-League.

O tiro do perímetro é uma ferramenta que pode ajudar Felício a chegar à Seleção. É um tipo de arremesso que Anderson Varejão e Nenê, prováveis titulares, não têm. Augusto Lima também não. Hettsheimeir é o único entre os quatro praticamente garantidos que também consegue acertar bolas do perímetro: converteu 39,3% no NBB até aqui.

Magnano já afirmou mais de uma vez que quer que seus comandados assumam funções de protagonismo em suas equipes. Por isso, até pouco tempo atrás, Felício era carta praticamente fora do baralho na Seleção Brasileira. Mas as contusões de Tiago Splitter, diretamente, e de Nikola Mirotic e Pau Gasol, indiretamente, podem ter mudado o cenário para o pivô brasileiro. Será que veremos o jogador do Bulls de verde e amarelo no Rio de Janeiro em agosto?



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