Até onde vai a liberdade de um treinador?



Ao comentar o acerto de Anderson Varejão com o Golden State Warriors, Rubén Magnano, técnico da Seleção Brasileira, acabou “entregando” Marcelinho Huetas. O treinador afirmou, em entrevista ao Globoesporte.com, que o armador pediu ao Los Angeles Lakers para ser trocado, já que gostaria de ter mais tempo de quadra.

Magnano nunca escondeu que gosta de ver seus comandados com papel de protagonismo. Por isso, não é o maior fã da função de coadjuvante que os brasileiros aceitam equipes da NBA, mesmo tratandose da liga mais competitiva do mundo. Assim, ficou feliz por ver Varejão com um papel maior do que tinha no Cleveland Cavaliers.

Mas e quando a Huertas? Se o armador não veio a público comunicar seu suposto desejo de troca, o técnico tem o direito de fazê-lo?

A situação do brasileiro do Huertas não é mesmo das melhores. Isso porque o Lakers ocupa a 15ª e última colocação da Conferência Oeste e não tem mais chances de classificação para os playoffs. Com isso, prefere dar mais rodagem para seus jogadores mais jovens, como os armadores D’Angelo Russell, novato de 20 anos, e Jordan Clarkson, segundanista de 23.

Para a posição, o elenco da franquia angelina tem ainda Lou Williams, que está em sua 11ª temporada na NBA e tem contrato garantido até o meio de 2018. É natural que Huertas, novato com vínculo válido apenas até o fim do campeonato, tenha menos espaço neste cenário.

Depois de ficar quase um mês sem jogar, Huertas anotou três pontos, quatro rebotes, uma assistência e uma roubada de bola na segunda-feira, na derrota por 108 a 101 para o Milwaukee Bucks. Agora, tem 343 minutos na temporada – quarta pior marca do elenco.

Não é o ideal para a Seleção Brasileira em ano olímpico. Mas talvez não seja algo da alçada de Magnano – ao menos não publicamente.



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