Prévia tática de Pinheiros x Halcones Xalapa



Nesta sexta-feira, no Maracanãzinho, a partir das 19h, o Pinheiros vai enfrentar o Halcones Xalapa, do México, no primeiro jogo das semifinais da Liga das Américas. Pela frente, a equipe paulista, atual campeã do torneio, terá um dos piores ataques do campeonato. Não, você não leu errado! Um dos PIORES ataques do campeonato.

Trabalho de Morro (à esquerda) nos rebotes será fundamental (foto: Marcello Zambrana/Inovafoto)

Na atual edição da Liga das Américas, o Halcones faz 71,17 pontos por jogo. É a marca mais baixa entre as oito equipes que superaram a primeira fase e disputaram ao menos seis partidas na competição. Neste recorte, o time mexicano tem também o pior aproveitamento nos arremessos de quadra (40,6%) e o segundo pior nas bolas de três pontos (30,8%).

E isso não é porque trata-se de um time com ritmo lento no ataque. O Halcones marca 100,9 pontos a cada 100 posses de bola que tem no ataque, pior produção entre os quatro que chegaram às semifinais. Além disso, os mexicanos cobram somente 20,50 lances livres por partida, terceira pior marca entre as oito equipes que disputaram seis jogos na Liga das Américas.

Como base de comparação, o Pinheiros marca 88,50 pontos por jogo – segunda melhor marca entre as oito equipes que disputaram seis jogos -, ou 116,0 a cada 100 posses de bola – segundo melhor índice dos quatro semifinalistas. Converte 45,2% dos tiros de quadra e expressivos 40,3% das bolas de três pontos, tendo o melhor aproveitamento da Liga das Américas no fundamento. Além disso, o time paulista cobra 24,83 lances livres por jogo. Deu para sentir a diferença?

Porém, com um ataque tão pouco eficiente, como o Halcones pode ter chegado tão longe na Liga das Américas? A resposta é simples: rebotes. A coleta de ressaltos é fundamental para o sucesso de um time de basquete, já que impede que o adversário tenha segundas chances de pontuar e, do outro lado, lhe fornece uma nova oportunidade para colocar a bola na cesta.

Nesta edição, a equipe mexicana pega 40 rebotes por jogo, melhor marca de todo o campeonato. 53,10% das bolas disponíveis após ressaltos ficam nas mãos de jogadores do Halcones. E, acredite ou não, isso pode ser uma arma importante para compensar a falta de pontaria.

Na tábua ofensiva, o adversário do clube de São Paulo coleta 11,5 rebotes por jogo, melhor marca dos oito times que disputaram seis partidas ao lado do Aguada. Os jogadores do Halcones aproveitam 31,08% das oportunidades de coleta de ressaltos no ataque. Perigoso!

Lidar com isso provavelmente vai exigir adaptações do Pinheiros. Principalmente porque a equipe pega, nesta edição da Liga das Américas, apenas 32,17 rebotes por jogo, terceira pior marca entre as oito equipes que disputaram seis jogos. Apenas 50% dos ressaltos disponíveis ficam nas mãos de jogadores do time, índice mais baixo entre os semifinalistas.

Por isso, durante a partida, o Pinheiros pode, por exemplo, abrir mão dos rebotes de ataque. A equipe pega apenas 9,17 por jogo, pior marca entre as oito equipes que disputaram seis jogos, ou 20,95% dos disponíveis, pior índice do quadrangular.

Assim, logo que um arremesso partir das mãos de um de seus jogadores, o Pinheiros pode voltar para a defesa e se montar o mais rapidamente possível para evitar um contra-golpe do Halcones, que tem dificuldades para pontuar em meia-quadra.

Na defesa, o Pinheiros pode afrouxar um pouco a marcação no perímetro. Os jogadores podem dar um “passinho para trás” na defesa para ficarem o mais perto possível do rebote após o arremesso. Além disso, uma marcação 2-3, com o garrafão bem fechado, também é uma alternativa. O espaço para as bolas de 3 aberto com essas estratégias não deve ser um problema contra uma equipe que não explora bem o fundamento.

Defesa 2-3 com garrafão fechado é uma boa opção; Tavernari é melhor reboteiro que Shamell (Foto: Reprodução/TacticalPad)

Defesa 2-3 com garrafão fechado é uma boa opção; Tavernari é melhor reboteiro que Shamell (Foto: Reprodução/TacticalPad)



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