Vaivém: as peças que travam o mercado do basquete brasileiro | Lance!

Vaivém: as peças que travam o mercado do basquete brasileiro



mercado do basquete

Montagem sobre fotos de Divulgação /LNB

Todo ano é a mesma coisa. O pivô Rafael Hettsheimeir, do Sendi/Bauru Basket, é alvo de investidas. Do Flamengo desde sempre e do Franca desde a parceria com o Sesi. Normal. É o melhor de sua posição e candidato a MVP do NBB Caixa 10. A questão é que, por conta disso, ele é a peça-chave do mercado basqueteiro. Enquanto Hett não decide seu futuro, outras peças não se mexem.

O sim de Hettsheimeir ao Bauru compromete parte significativa do orçamento e leva a uma estratégia mais comedida no mercado para complementar o elenco. O não obriga os dirigentes bauruenses a acionar outra estratégia de contratações.

Além da habitual “novela Hett”, outra peça se impõe nesse tabuleiro: o novo técnico do Flamengo. Depois da saída de José Neto e da negativa de Demétrius, os rubro-negros abriram o leque de contatos, ainda sem sucesso. Sem essa definição, o clube com mais poder financeiro para contratar (ao lado do Franca) não formata seu novo elenco. Todos os nomes especulados negam ter recebido contato dos cariocas. Ao blog BASQUETE BRASIL, Régis Marrelli (o melhor nome brasileiro disponível) disse ainda não ter sido sondado. Falei com Rúben Magnano, que negou estar conversando com o Fla. O jornalista Enéas Lima, do Garrafão Rubro-Negro, colheu a negativa de Nestor Che García — acompanhada de um “tô na área”.

O apetite do Sesi/Franca

As especulações são tantas na terra do sapato que é possível montar dois timaços. O que há de concreto é que o anúncio do ala Marquinhos é questão de tempo (vencer o contrato com o Flamengo). Hettsheimeir está na mira, JP Batista idem e até o nome de Alex Garcia, tentativa da última off season, voltou a circular. A questão é que não falta bala na agulha e é possível atirar para vários lados e ficar com quem for acertado. Mais: aquela história de o Sesi não contratar estrangeiros está em xeque no basquete, já que o Sesi/Vôlei Bauru abriu o precedente ao confirmar para a próxima temporada a cubana Palacio e a italiana Diouf. Os francanos já anunciaram as renovações do armador Alexey e do pivô Cipolini, além da chegada de Pablo Costa (ex-Macaé) como auxiliar técnico.

O futuro do Brabo

Apesar de estar sob contrato e em recuperação de cirurgia no joelho, a permanência de Alex Garcia no Sendi/Bauru Basket não pode ser tratada como certeza. Em entrevista ao Canhota 10, o presidente Beto Fornazari admitiu que não seguraria o ala — nem cobraria multa — se quisesse sair. A questão é que o camisa 10 precisa se posicionar logo, pois, a exemplo de Hettsheimeir, seus vencimentos são significativos no orçamento e o clube precisa se planejar.

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Botafogo e Pinheiros na frente

O mercado não está travado para todo mundo. Botafogo e Pinheiros se mexeram bem. Apesar de não haver anúncios oficiais, já é certa a chegada do escolta Cauê Borges e dos pivôs Ansaloni, Arthur e Maique ao Glorioso — e perto do armador Coelho —, que trouxe o técnico Léo Figueiró, ex-auxiliar do Caxias. E os pinheirenses contarão com o armador Kenny Dawkins, o ala Betinho e o pivô Renato Carbonari.