Vithinho: "Temos que entrar concentrados desde o início" | Lance!

Vithinho: “Temos que entrar concentrados desde o início”



Vithinho

Vithinho encara Yago na decisão: minutos preciosos para ajudar Mogi. Foto: William Oliveira/LNB

Em 5 de fevereiro deste ano, o armador Vithor Lersch, o Vithinho, se tornou o quarto jogador a anotar um triplo-duplo na história do NBB Caixa. Com os dez pontos, dez rebotes e doze assistências na vitória por 97 a 69 sobre de seu Mogi das Cruzes/Helbor sobre o Campo Mourão, tornou-se o atleta mais jovem a conseguir o feito. O gaúcho de 22 anos se juntou a seu colega de time, Larry Taylor (recordista, com quatro triplos-duplos) e aos também armadores Fernando Penna e Scott Rodgers. Uma marca significativa para sua melhor temporada, coroada com a vaga na final, contra o Paulistano/Corpore — os alvirrubros da capital lideram a série por 2 a 1. No jogo 4, no próximo sábado (às 14h), Vithinho e seus colegas têm a missão de forçar o quinto jogo.

— É um jogo-chave pra gente, diante da nossa torcida. Temos tudo a nosso favor para empatar a série e buscar o jogo 5. Não há muito o que fazer de diferente: é entrar concentrado desde o início e começar com intensidade para eles não abrirem o placar no primeiro quarto, porque, quando perdemos, foi assim. Aí ficamos correndo atrás. Temos que manter a postura do segundo jogo, começar forte e abrir, contando com a nossa torcida — planeja Vithinho.

O blog BASQUETE BRASIL conversou com o camisa 9 mogiano, que falou sobre a importância do colega Larry Taylor no seu amadurecimento em quadra. O armador vive situação idêntica à que Ricardo Fischer passou com o Guerrinha no Bauru Basket: estar mesclado com a experiência do gringo-brasuca e a sombra do estilo agressivo de Carioca.

A cada temporada, seus números evoluem. Na atual, você dobrou a média de assistências em relação à anterior. Além da minutagem maior, o que mais influenciou nessa evolução?
— O que influenciou foi a mudança de papel. Ano passado, dividi a segunda posição de armador com o Elinho, um jogador de muita qualidade, e o Larry de titular. Nesta temporada eu me tornei o reserva imediato do Larry, com um papel diferente, de tentar mudar o jogo. Assim, pude jogar mais e ajudar mais. Isso ajudou na minha evolução.

Muitos se surpreenderam com a grande temporada do Elinho no Paulistano. Você, que trabalhou com ele, o que pode dizer sobre esse momento?
— Ele é merecedor. Pude treinar com ele na minha fase de transição da base para o adulto. Aprendi muita coisa com ele, um cara inteligente pra caramba, que tem uma carreira consolidada e está colhendo os frutos.

Ter um ex-armador do quilate do Guerrinha como treinador ajuda de que forma no seu desenvolvimento?
— Ter um técnico que é ex-armador de seleção brasileira é mais cobrança pra mim mesmo. Ele pega bastante no meu pé, para melhorar meu jogo a cada dia. Ele conversa bastante comigo, sobre assuntos de dentro e fora da quadra. Um cara que me ajuda bastante.

Neste NBB 10, qual armador mais deu trabalho a você no um contra um?
— Foi o Larry mesmo! É do meu time, mas ter que marcá-lo todo dia nos treinamentos, vou te falar… não é fácil! Mas agradeço por ter essa oportunidade.

Qual o papel do Larry Taylor na sua evolução?
— É um cara sensacional para aprender coisas dentro e fora de quadra. Isso vai fazer diferença no meu futuro, na minha evolução.

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