Os melhores da décima edição do NBB Caixa | Lance!

Os melhores do NBB Caixa 10



Hettsheimeir - NBB Caixa 10

Hettsheimeir, do Bauru, forte candidato a MVP. Foto: Luiz Pires/LNB

A Liga Nacional de Basquete vai divulgar, durante os playoffs da grande final entre Paulistano/Corpore e Mogi das Cruzes/Helbor, os finalistas dos prêmios individuais do NBB Caixa 10. Para chegar aos nomes, a entidade consultou treinadores, assistentes técnicos, capitães das equipes, jornalistas e personalidades do basquete. Participei da consulta e revelo (e comento) meus votos abaixo:

Armador: LARRY TAYLOR (Mogi das Cruzes/Helbor)
O gringo-brasuca voltou a atuar em grande nível. Depois de algumas temporadas aparentando declínio físico, o armador de 38 anos está inteiro novamente. Até a semifinal, teve média de 30min em quadra (11,8 pontos, 5 rebotes, 4,7 assistências) e foi dominante sobre o venezuelano Cubillán no atropelo de Mogi sobre o Flamengo.

Ala: SHAMELL (Mogi das Cruzes/Helbor)
Maior cestinha da história do NBB (disputou todas as edições), finalmente alcança uma final. Merece a menção por continuar decisivo, pontuador (15,7 pontos por jogo até a semifinal) e uma forte liderança para seu grupo. Seus quarenta pontos na partida decisiva contra o Flamengo foram a cereja para cravar esse voto.

Ala: MARQUINHOS (Flamengo)
O clube rubro-negro foi caindo de produção nos #playoffsNBB, mas o camisa 11 manteve bom nível e em muitos momentos pareceu jogar sozinho. É o cestinha desta décima edição até aqui (17,9 pontos por partida) e foi o melhor jogador da temporada regular, mas perdeu fôlego na briga para ser o MVP.

Ala-pivô: TYRONE CURNELL (Mogi das Cruzes/Helbor)
Apesar de seu estilo de jogo polêmico — adversários reclamam que sempre sobra um cotovelo ou um pé —, é inegável o talento e o volume de jogo de Tyrone. Hoje ele é o mais destacado jogador do big 3 mogiano (ele, Larry e Shamell).

Pivô: RAFAEL HETTSHEIMEIR (Sendi/Bauru Basket)
Oscilou pouco durante a primeira fase, quando teve picos de desempenho, e se consolidou como um gigante nos playoffs. Vibrante, matador de bolas e dominante no garrafão, Hett fez sua melhor temporada em solo brasileiro.

Melhor sexto homem: YAGO (Paulistano/Corpore)
Com bom repertório ofensivo, mudou muitas partidas nos minutos que Gustavo De Conti tem oferecido a ele — uma espécie de rédea para lapidar o desenvolvimento do atrevido armador.

Destaque jovem: GABRIEL JAÚ (Sendi/Bauru Basket)
Das revelações recentes do basquete brasileiro, é o que tem mais personalidade, disparado. Neste NBB 10, apenas confirmou o que se esperava sobre seu desempenho. Não tem medo de cara feia, é um defensor chato e planeja a carreira sem atropelos. “Menino com a cabeça boa” é a definição do estafe bauruense sobre ele.

Jogador que mais evoluiu: ELINHO (Paulistano/Corpore)
Depois de temporadas discretas em Mogi, foi reinventado na capital e ajuda muito Gustavinho, sendo um contraponto à correria de Yago. Foi o melhor armador da primeira fase, mas Larry cresceu muito. Merece essa menção individual e estar na festa dos premiados.

Melhor defensor: JIMMY (Mogi das Cruzes/Helbor)
Depois de quebrar a hegemonia de Alex Garcia nesse quesito, subiu mais um degrau em seu jogo e chegou à seleção brasileira. Está num momento de muita confiança em quadra.

Melhor estrangeiro: TYRONE CURNELL (Mogi das Cruzes/Helbor)
Por coerência, um gringo que está no quinteto ideal e creio que leva a melhor sobre Shamell. Creio inclusive que mereça ser um dos três finalistas para MVP.

MVP: RAFAEL HETTSHEIMEIR (Sendi/Bauru Basket)
Além dos motivos já comentados no voto para pivô, vale destacar que o Canela assumiu a liderança técnica do Dragão quando Alex Garcia se contundiu.

Melhor treinador: DEMÉTRIUS FERRACCIÚ (Sendi/Bauru Basket)
Perdeu Alex Garcia e Maikão, ficou um bom tempo sem Renan Lenz e Duda Machado atuou no sacrifício no jogo 5 da semifinal. Com rotação curta, Dema ainda teve que lidar com os pendurados em faltas durante as partidas. Apesar disso tudo, seu time resistiu à derrota até o último segundo do quinto jogo (no belo duelo com Gustavinho). Trabalho soberbo.

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Não concordo que uma votação dos melhores aconteça antes das finais, considerando que é nos momentos decisivos que emergem os protagonistas. Mesmo assim, tentei ser justo com os finalistas — perceba que não há atletas do Paulistano no quinteto ideal, o que evidencia sua força coletiva; Mogi já é mais pautado no talento de seu trio ianque.

Gostou dos meus votos? Em quem você votaria?