Lula Ferreira: "Franca e Bauru se ajudam fora de quadra" | Lance!

Lula Ferreira: “Franca e Bauru se ajudam fora de quadra”



Lula Ferreira - Sesi/Franca

Lula Ferreira: participação relevante nos dez anos de NBB. Foto: Divulgação Sesi/Franca

Nesta segunda (16), Sesi/Franca e Sendi/Bauru Basket começam a série quartas de final dos playoffs da décima edição do NBB Caixa. Franca terminou em terceiro na temporada regular e descansou nas oitavas. Bauru passou pelo Vasco (com a bolaça de Duda Machado), por 3 a 1. Será a terceira vez que as equipes se encontram nessa fase da competição. Nas duas anteriores (NBB 5 e NBB 7), os bauruenses levaram a melhor. No último duelo decisivo entre ambos, entretanto, deu Franca, na semifinal do Paulista 2017. Apesar da enorme rivalidade envolvida, são duas agremiações que se respeitam muito, como atesta Lula Ferreira, supervisor de operações do esporte no Sesi/Franca.

Na conversa com o blog BASQUETE BRASIL, o agora dirigente (e ex-técnico campeão do NBB 2, por Brasília) falou sobre a campanha francana na primeira fase, a chegada dos astros ex-NBA, a evolução da Liga Nacional e também sobre o trabalho de Aleksandr Petrovic, com a propriedade de quem já foi técnico da seleção brasileira entre 2003 e 2007 (dois ouros pan-americanos).

Fala, Lula

Com as contratações de peso, Franca assumiu uma condição de favoritismo. O terceiro lugar na temporada regular estava dentro do programado?
— Pelo elenco que o Sesi/Franca montou, o objetivo amplo era o G4. Dentro do G4, obviamente almejávamos uma colocação acima, mas tivemos uma campanha irregular. Campo Mourão nos roubou uma vitória dentro de casa, na estreia. A derrota para Joinville, quando estivemos vinte pontos na frente… Essas derrotas, pesaram muito na campanha. De toda maneira, o NBB é um campeonato que se define nos playoffs. O terceiro lugar não era aquilo que queríamos, mas em cima dele trabalhos para os playoffs.

Comente sobre o acréscimo técnico com as chegadas de Leandrinho e Varejão, que se juntaram a grande jogadores que já estavam aqui, como Marquinhos e Alex Garcia.
— É inegável que a vinda desse tipo de jogador cria um impacto positivo sensacional. Traduzindo em números: a partir da estreia do Leandrinho, o público pagante de Franca triplicou. Um claro sintoma de que o mercado reage ao investimento. Cidades que respiram basquete, como Franca, Bauru e Mogi, têm um poder de público muito grande. Essas praças comportam a vinda de jogadores desse nível.

O produto NBB chega ao seu décimo ano. Você já foi gerente técnico da Liga e sabe que, entre um equívoco ou outro, a vontade de acertar é muito grande…
— Verdade. É um modelo de gestão que deu certo, porque é participativo. Os clubes que decidem, buscando o bem comum, o bem do basquete. Há um amadurecimento muito grande dos clubes, que têm uma convivência extraquadra muito harmoniosa. Por exemplo: Franca e Bauru têm uma rivalidade fervorosa, mas fora da quadra os dirigentes se ajudam.

Está animado com o trabalho do Petrovic?
— Ele é um técnico gabaritado, experiente, sabe o que faz. Claramente, tem competência. Mas eu gostaria de registrar que muitos técnicos brasileiros têm condição de estar no comando da seleção, principalmente aqueles que foram preparados pela gestão anterior.

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