Gui Bento, após experiência na seleção: "Tenho que continuar evoluindo" | Lance!

Gui Bento, após experiência na seleção: “Tenho que continuar evoluindo”



Gui Bento durante treino da seleção

Gui Bento durante treino da seleção. Foto: Reprodução Isnstagram

Levar jovens promessas para treinar e absorver o ambiente da seleção brasileira não foi uma novidade criada pelo atual treinador, Aleksandar Petrovic — seus antecessores já praticavam — mas é salutar que o croata siga a boa ideia. O felizardo da última janela Fiba das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2019 foi Gui Bento, do Pinheiros.

O ala de 20 anos estava curtindo a oportunidade até ser surpreendido com a dor lombar de Vitor Benite. Com o craque poupado, ele foi relacionado para a partida contra a Colômbia. Esteve em quadra por 3min34s, tentou um arremesso, pegou um rebote ofensivo e roubou uma bola.

Gui Bento, primeiro agachado à esquerda (camisa 13)

Gui Bento, primeiro agachado à esquerda (camisa 13): no meio das feras. Foto: Fiba

Gui, natural de Lençóis Paulista (SP), tem 1,92m e, apesar de magro diante de pivôs armários, é muito atlético e usa sua agilidade para voar rumo ao aro. Tanto que, para coroar a boa fase, foi indicado para torneio de enterradas do Jogo das Estrelas do NBB Caixa.

Em conversa exclusiva com o BASQUETE BRASIL, o ala falou da riqueza da chance na seleção, do ambiente formador do Pinheiros (revelado no Bauru Basket, saiu após disputar o Campeonato Paulista 2016 e apenas uma partida no NBB 9), da gratidão pelo seu atual técnico, Cesar Guidetti, e das metas de sua carreira.

Surpresa de estrear pela seleção
— Eu achei que seria mesmo apenas para aprendizado e que seria cortado, mas chegando lá eu me surpreendi com essa oportunidade. Foi uma experiência incrível. Uma baita bagagem que consegui pegar e agora é colocar em prática.

De promessa a realidade
— Sair desse nível de promessa é complicado, porque começam a me marcar, me estudam mais. Tenho que evoluir jogo a jogo, senão vou estagnar e vai ficar difícil de jogar.

Oportunidade no Pinheiros
— É um clube formador, o trabalho de base é muito bom. Eu não deixo de treinar com o time da base, é importante para a minha evolução. Não é um time com grandes estrelas. Em Bauru havia Alex, Léo Meindl, Gui Deodato na minha posição, seria muito difícil jogar. Aqui tenho mais espaço pelos jogadores serem mais jovens.

Cesar Guidetti
— Ele é a pessoa que me deu a oportunidade no adulto, que acreditou em mim quando estava sem clube. Está sendo fundamental para eu entrar no mercado do basquete. Lá na seleção [Guidetti é auxiliar do técnico Petrovic], não sei se ele teve influência na convocação, mas sempre me ajuda muito. Enquanto estive lá, os que me deram mais toques foram o Léo Meindl e o Rafa [Hettsheimeir].

Sonho na carreira
— Quero construir meu nome aqui no Brasil e futuramente atuar na Europa. NBA talvez, mas a Europa é um sonho mais próximo. E jogar uma Olimpíada pelo Brasil, que é o sonho de qualquer jogador.

Gui Bento - Pinheiros

Atuando pelo Pinheiros: atacando o aro. Foto: Willian Oliveira/Divulgacão