Brasil 2 x 0 Argentina



1 – O Brasil marcava na frente e mostrava mais clareza em um jogo ríspido até o chute de Paredes, de longe, que assustou Alisson e o Mineirão.

2 – A temperatura do encontro era claramente superior ao controle do árbitro equatoriano Roddy Zambrano, o que gerava um clima de valentia exagerada em campo.

3 – Um desarme na intermediária deu a Gabriel Jesus a chance de mexer no placar. Mas ele não dominou como deveria o ótimo passe de Firmino, e não se pôs em condição de finalizar.

4 – Mas Gabriel não perderia a ocasião seguinte, iniciada com um fantástico lance individual de Daniel Alves. Chapéu em Acuña, finta seca em Paredes, abertura na direita para Firmino. O passe rasteiro encontrou Jesus, livre, de frente para o gol: 1 x 0.

5 – Eram 18 minutos. O gol relativamente cedo teria efeito tranquilizador para a seleção, além de convidar a Argentina a dar um passo à frente. O que a segunda metade do primeiro tempo mostrou foram minutos de superioridade dos visitantes, com Messi à altura da importância da noite.

6 – Aguero cabeceou uma bola no travessão e teve um chute bloqueado por Marquinhos, na área. A Argentina era mais frequente no ataque, saía de seu campo com mais facilidade porque não sofria a pressão do início.

7 –  O Brasil não aproveitava os espaços no meio oferecidos pelos argentinos – um time essencialmente dividido em dois – em todos o jogos desta Copa América. Nada poderia ser mais convidativo ao aparecimento de Philippe Coutinho.

8 – Quarenta e cinco minutos tímidos de Everton, até então o jogador mais destacado do Brasil no torneio. Ficou no vestiário, dando lugar a Willian.

9 – Duas finalizações, de Martínez e De Paul, anunciaram que o intervalo não mudou o panorama do jogo. Mesmo com os atacantes tendo que retroceder para colaborar na marcação, a Argentina chegava com gente e ímpeto à área de Alisson.

10 – Chance para Coutinho, após lance pessoal de Gabriel Jesus: por cima.

11 – Chance para Messi, a primeira: na trave.

12 – Mesmo que a ideia fosse oferecer campo a um time que tem claros problemas para gerar jogo,  era necessário considerar o nível de ameaça representado por Messi, Martínez e Aguero. Durante todo o segundo tempo, a seleção brasileira se posicionou à espera de um contra-ataque e confiou em seu ótimo desempenho defensivo. Pode-se não gostar, claro.

13 – Contragolpe que veio aos vinte e cinco minutos, em grande momento de Gabriel Jesus. Na arrancada da intermediária, ele levou sorte, teve persistência e força para se manter em pé e servir Firmino em retribuição ao primeiro gol. Vantagem dobrada, classificação próxima, jogo quente.

14 – O Brasil jogará a final da Copa América no Maracanã, onde não aparece desde 2013, quando conquistou a Copa das Confederações.



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