Brasil 5 x 0 Peru



1 – Dez minutos de pouco jogo e muitas faltas em Itaquera, o tipo de dinâmica que interessava muito mais ao Peru. Além do baixo nível técnico, chamava a atenção a dificuldade da seleção brasileira de sair de seu campo.

2 – Arthur levou a mão ao joelho direito e olhou para o céu, gesto típico de jogadores ao lamentar lesões sérias. Alguns segundos mancando e nada mais. Por ora.

3 – Cartão amarelo para Casemiro, que o suspende das quartas de final. Com Fernandinho machucado, mais problemas para a comissão técnica resolver.

4 – A atuação brasileira era inferior ao início do jogo contra a Venezuela, quando Coutinho cobrou escanteio aos 11 minutos. Clássico desvio na primeira trave (Thiago Silva) para a conclusão na segunda (Casemiro): 1 x 0 e outra conversa estava para começar.

5 – Gallese, o goleiro, pediu a palavra. O arrependimento durará mais tempo do que ele gostaria. Ao tentar um chute longo em sua área, a bola bateu em Firmino e voltou na trave do gol peruano. Firmino dominou o rebote, fintou o goleiro e tocou para a rede sem olhar. 2 x 0… futebol.

6 – Gallese, pasmo com a própria obra, foi consolado por… Cueva. Dá a medida da situação.

7 – Enquanto o time peruano contemplava o que acontecia, o jogo perdeu tônus. Os posicionamentos de Arthur e Coutinho, por trechos, sugeriam um retorno ao 4-1-4-1 com o qual Tite iniciou seu trabalho na seleção, há três anos. Também pode, claro, ser apenas uma impressão dos movimentos. Tema para a entrevista coletiva.

8 – O momento de Everton voltou a justificar sua presença em campo aos 31 minutos. Corte e chute rasteiro, de fora da área: 3 x 0. O segundo gol foi um presente exagerado, mas o Brasil não deve se desculpar por ele. No geral do primeiro tempo, superioridade clara e placar definitivo em relação ao vencedor do encontro.

9 – Arthur retornou para o segundo tempo. Ótimo sinal.

10 – Duas tabelas de Daniel Alves, primeiro com Arthur e depois com Firmino, criaram o quarto gol no início da segunda parte. Gareca imediatamente tirou Guerrero e o Peru concedeu o encontro. Não havia muito mais a fazer diante de uma atuação enfática da seleção brasileira.

11 – No contexto da goleada, é preciso registrar o bom entendimento do lado direito do time brasileiro. Daniel Alves, Arthur e Gabriel Jesus em ótimas associações. Se Tite concluir que encontrou o time com a formação deste sábado, será difícil discordar.

12 – Salvo por uma entrada horrível de Advíncula em Everton, trecho final sem ocorrências. A seleção brasileira seguiu fazendo a bola rodar com ordem e movimentação, sinal do acerto na escalação e do entrosamento que resulta da sequência de jogos. Arthur no comando.

13 – Lindo gol de Willian (em campo por Coutinho), batendo da quina da grande área no canto oposto.

14 – O sexto gol não foi para o placar porque Gabriel Jesus perdeu um pênalti no final. Não fez falta.

ATUALIZAÇÃO, 19h05: Tite respondeu na coletiva sobre o posicionamento de Arthur, no que parecia ser um 4-1-4-1. A orientação é essa apenas sem a bola. Com posse, segue a dupla com Casemiro, antes da linha de 3. 



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